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Correio Braziliense

Alunos de escolas militarizadas não terão cotas na UnB? É boato!

Mentira circulou no Twitter e passou de 5 mil curtidas, gerando discussões sobre benefício destinado à rede pública de escolas de gestão compartilhada

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postado em 07/10/2019 18:41 / atualizado em 09/10/2019 18:53

(foto: Augusto Fernandes/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Augusto Fernandes/Esp. CB/D.A Press)
Um boato gerou discussões no Twitter relacionando as cotas da Universidade de Brasília (UnB) com o modelo de gestão compartilhada do Governo do Distrito Federal. Na última semana, um tweet informava que a universidade estudava retirar as cotas destinadas aos alunos de escolas públicas militarizadas. A publicação alcançou milhares de usuários, com 5 mil curtidas e 975 retuites, que são os compartilhamentos da rede. Veja:

(foto: Reprodução// Twitter)
(foto: Reprodução// Twitter)


Diversas pessoas usaram o tweet inicial para começar um debate sobre o tema, partindo do princípio de que a informação seria verdade e opinando se a ação seria justa ou não. Mas tudo não passou de um boato.

A Administração Superior da UnB foi procurada pelo Holofote e esclareceu tudo: "Não há qualquer previsão de alteração na atual política de ação afirmativa da Universidade de Brasília. A reserva de vagas para estudantes oriundos de escolas públicas, bem como para candidatos negros e indígenas, seguirá ocorrendo como previsto na legislação vigente e nas resoluções do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe)". Ou seja, independentemente do modelo de gestão da escola pública, o aluno dessas instituições vão continuar tendo cotas para ingresso na UnB. 

O debate criado pela mentira contou com defensores, que escreveram ser justa a retirada da cota para estudantes de colégios administrados em conjunto pela Secretaria de Educação e pela Secretaria de Segurança Pública. "Aluno de escola militar tem um ótimo ensino, igual às melhores escolas particulares, mas usam a cota de escola pública, roubando a vaga de quem é realmente destinado", opinou um usuário do twitter. Outro posicionou-se de forma contrária. "É problemático, porque tem muita gente pobre estudando nesses colégios e, para muitos deles, o modelo militar não é uma escolha". Confira parte das discussões:
 
(foto: Reprodução// Twitter)
(foto: Reprodução// Twitter)


Independentemente das opiniões, o que há de fato é: não há, atualmente, planejamento da UnB para alterar o modelo de cotas para estudantes da rede pública.

O Distrito Federal conta com 10 escolas selecionadas para participar da gestão compartilhada, número alcançado em 2 de outubro, quando pais, professores e moradores de Santa Maria votaram a favor do modelo no Centro Educacional 416. A meta do governador Ibaneis Rocha (MDB) é de que outras 30 unidades escolares também sejam transformadas em cívico-militares até o fim do mandato, completando 40 no total. 

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