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Correio Braziliense

Ceilândia mantém a tradição das grandes feiras

Feira Central de Ceilândia reúne compras, lazer, cultura e gastronomia


postado em 27/03/2018 06:45 / atualizado em 27/03/2018 06:35

A vendedora Jéssica da Silva cuida do box que foi do pai(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A vendedora Jéssica da Silva cuida do box que foi do pai (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)


"Cidade completa", os moradores de Ceilândia não cansam de repetir. Isso porque a região é terra da diversidade e oferece de tudo, desde restaurantes típicos e bares aos mais variados tipos de comércio e serviço. 

 

Um dos principais pontos da região, a Feira Central de Ceilândia não foge à regra. O local reúne de tudo. Com os pés na tradição e na urbanidade, a feira é ponto de encontro, centro de compras, local de lazer e de cultura e polo gastronômico, tudo em um só lugar, à disposição dos moradores de Ceilândia e, por que não?, de todo o Distrito Federal. 

 

Atualmente, segundo a Associação dos Feirantes da Feira de Ceilândia, existem, ao todo, 463 bancas no local. De família Muitas dessas barracas que existem atualmente na Feira de Ceilândia atravessaram gerações. 

 

A vendedora Jéssica da Silva, 27, é uma das que dão sequência à tradição. Ela administra um box de temperos, chamado Segredos do Campo, que foi passado a ela pelo pai. “Aqui na Feira tem muita tradição, muitos locais passados de pai para filho e isso é muito bacana, muito bonito”, diz. 

 

Jéssica faz questão de elogiar também a comida ceilandense. “Gosto muito dos pontos de gastronomia da cidade, aqui na feira mesmo tem muita coisa boa, uma comida nordestina maravilhosa. Tem de tudo em Ceilândia.”   


História para contar


O cozinheiro Cássio Cirilo é responsável pela Barraca do Assis, criada em 1984 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O cozinheiro Cássio Cirilo é responsável pela Barraca do Assis, criada em 1984 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Quem quer conhecer a história e a origem de Ceilândia encontra na feira um bom lugar. Comidas típicas, barracas tradicionais, cultura, tudo isso pode ajudar a entender como  Ceilândia surgiu e por que se tornou um dos locais mais completos e movimentados do Distrito Federal. 

O cozinheiro Cássio Cirilo, 43 anos, é responsável por um dos pontos mais tradicionais do espaço, a Barraca do Assis. Aberta em 1984, o local oferece comida típica do Nordeste e vem da tradição familiar.

“Meu pai começou com o restaurante, sempre oferecendo comidas nordestinas e da região e me ensinou. Quando ele morreu, assumi o ponto e dei continuidade à tradição”, conta Cirilo.

O cozinheiro vê na feira um reflexo do que Ceilândia é hoje, um local completo e cheio de vida. “Aqui é sempre movimentado, tem sempre um fluxo muito grande”, diz. “E Ceilândia é assim também. Gosto muito do centro da cidade, tem um comércio muito diversificado, opções de lanches, o shopping, várias coisas”, completa.

O protético Reinaldo Marcelo Pacheco, 39, concorda com a visão de Cirilo. Cliente da feira, ele ressalta a diversidade do local e da própria cidade. “Trabalho aqui perto e sempre venho. Minha vida toda foi em Ceilândia e gosto muito daqui. Você tem locais muito bons, como a feira, e tem de tudo muito perto de você, sem precisar se deslocar muito”, observa.

A feirante Elisabete de Queiroz Oliveira, 66, mora em Ceilândia desde 1985 e destaca que a cidade e a feira são a cara do Brasil por abrigar pessoas de todas as regiões.

“Sou apaixonada por esse lugar. Já morei no Núcleo Bandeirante e depois no Guará, mas não troco aqui por nada. Tudo o que eu tenho eu devo a Ceilândia. Acho importante falar que tem dificuldade, sim, mas dificuldade tem em qualquer lugar. Aqui a gente tem banco, mercado, tem a feira linda, tem de tudo”, diz.

Feira Central de Ceilândia
(St. M, CNM 2; 3372-4411). Aberto de quarta a domingo, das 8h às 18h.

De tudo um pouco

 

As amigas Drielle Esther, Deyse Caroline e Virginia Karoline: shopping acolhedor(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
As amigas Drielle Esther, Deyse Caroline e Virginia Karoline: shopping acolhedor (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Outro grande espaço de feiras em Ceilândia é o Shopping Popular. Segundo a administração, atualmente há 694 boxes no centro de compras, que oferece opções de moda, confecções, gastronomia, celulares, beleza e outros tipos de serviço e comércios. Além disso, no local funciona uma unidade do Na Hora em que os moradores da cidade podem resolver questões com órgãos do GDF.

A analista de sistemas Neide Rezende, 45 anos, foi ao local para comprar uma nova capa para o celular. Ela elogia também a quantidade de opções que existem no Shopping Popular e, principalmente, na cidade como um todo. “Você encontra tudo aqui e tudo mais barato. Além disso, o movimento é maior, você vê as pessoas andando na rua, é uma cidade muito viva”, diz.

Neide começou a morar em Ceilândia aos 6 anos de idade e elogia com fervor a região. “Nunca aconteceu nada comigo, nunca entraram na minha casa nem fizeram nada. Minha comunidade é muito boa, as pessoas se cuidam, tratam bem umas as outras. Gosto muito daqui”, valoriza.

Vendedoras de uma banca de maquiagem no shopping, as amigas Drielle Esther, 19, Deyse Caroline, 23, Virginia Karoline, 24, também gostam e elogiam a cidade e os espaços da região. “A diversidade do comércio aqui é muito grande e isso é muito bom”, diz Deyse.

Para as amigas, o povo ceilandense realmente tem um contato mais próximo do que em outras regiões e é mais acolhedor. “Todo mundo aqui se conhece, quando você vai para outro lugar, sente falta disso”, acredita Virginia Karoline.

Shopping Popular de Ceilândia

(QNM 11, Lote 3; 3372-9724). Aberto diariamente, das 8h às 18h. 


 

 

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