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Os caminhos da cidade

De metrô ou de ônibus, as rotas que levam à maior região administrativa do DF são inúmeras


postado em 27/03/2019 07:00 / atualizado em 26/03/2019 19:14

Antônio Valdivino, aposentado:
Antônio Valdivino, aposentado: "Eu quase não fico em casa, pois gosto de explorar cada cantinho da minha Ceilândia" (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

 
No vaivém diário, 120 mil ceilandenses e moradores de outras regiões do DF usam de várias artimanhas para se locomover pela cidade. Há quem não abra mão do conforto do próprio carro e quem prefira fugir do estresse de dirigir recorrendo ao transporte público. Quando possível, eles vão a pé, de bicicleta ou até de skate para os diversos cantos da região administrativa.

Independentemente da maneira, uma coisa é certa: chegar a Ceilândia não é nenhum bicho de sete cabeças. “Eu mesmo ando essa Ceilândia inteira de cabo a rabo. Pego ônibus para visitar os familiares que moram nos bairros daqui. Vou caminhando da minha casa até a feira. Se precisar, uso o metrô para resolver alguma coisa no Plano. O que não falta é alternativa”, garante o aposentado Antônio Valdivino Barros, 80 anos.

O idoso, que “conhece Ceilândia como a palma da própria mão”, tem propriedade para falar sobre isso. É morador da cidade desde quando ela ainda era a Campanha de Erradicação das Invasões. Gosta de ressaltar o fato de ter presenciado a transformação da CEI em uma região administrativa e de ter visto o cerrado dar lugar a pistas de asfalto.

“Nos jogaram aqui, e não havia nada. Então, a gente deu um jeito de fazer essa cidade ter alguma coisa. Ninguém aqui se calou ou ficou parado, e esse barulho foi importante. A cidade cresceu, os serviços foram chegando e, como não poderia deixar de ser, o transporte evoluiu”, observa.

Por mais que existam problemas, Antônio Valdivino prefere deixá-los de lado. A felicidade de ver uma Ceilândia tão diferente daquela de quando só existia terra vermelha é o que o deixa mais orgulhoso. “Comparado a antigamente, hoje estamos no céu. Os ônibus daqui nos levam a qualquer lugar. Basta ter um pouquinho de paciência. Eu quase não fico em casa, pois gosto de explorar cada cantinho da minha Ceilândia, essa cidade que ganhou o meu coração e é uma das coisas mais maravilhosas que aconteceram na minha vida”, enaltece.

Comodidade

Carlos Diego, assistente jurídico:
Carlos Diego, assistente jurídico: "Não são todos os lugares do DF que contam com as opções que temos, sobretudo de transporte coletivo" (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
 
O leque de possibilidades para se chegar ou sair da região administrativa é uma das razões para que os moradores de Ceilândia se apeguem à cidade. “Não são todos os lugares do DF que contam com as opções que temos, sobretudo de transporte coletivo. Acredito que esse é um motivo de orgulho. A cidade está bem conectada com qualquer outra região administrativa, especialmente o Plano Piloto, para onde a maioria tem que se deslocar diariamente”, analisa o assistente jurídico Carlos Diego de Araújo, 32.

Há quatro anos, ele trocou o Gama por Ceilândia. Pesou na escolha a oferta de um serviço de transporte público mais agradável e rápido. “Vivo próximo a uma estação de metrô. São poucos minutos de caminhada até lá. Também há paradas de ônibus perto, mas o transporte sobre trilhos é melhor. Não preciso me preocupar se há trânsito, por exemplo”, afirma Carlos Diego.

O assistente jurídico, assim como Antônio Valdivino, aprendeu a amar Ceilândia. Gosta de dar uma volta pelo centro da região administrativa, se divertir com amigos nos bares e restaurantes que lá existem e apreciar o comércio local. “Ceilândia é uma cidade que corresponde às expectativas da maioria das pessoas que vive aqui. Tem os seus defeitos, como qualquer canto, mas o cidadão ceilandense sente-se acolhido, pois sabe que conta com um lar”, enfatiza. “O aniversário dela é o aniversário de todos nós. Só temos a agradecer por uma cidade tão bela.”

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