Meu lugar

Ceilândia

Patrocínio:

Correio Braziliense

Empreendedorismo de perifa

Projeto capacita e ajuda a financiar coletivos de jovens com ideias de impacto social e financeiro


postado em 27/03/2019 07:00 / atualizado em 27/03/2019 14:59

Yan, Wemmia e Hugo participam de laboratório para auxliar jovens empreendedores(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Yan, Wemmia e Hugo participam de laboratório para auxliar jovens empreendedores (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

 
“Na periferia, a galera empreende por necessidade. Conseguir o primeiro emprego é muito difícil”, diz Wemmia Anita Santos, 25 anos. Ela é sócia de uma marca de vestuário e produtos relacionados com Ceilândia, a Raix (brincadeira com o número da região administrativa e a pronúncia que lembra raiz). O problema, explica Wemmia, é que nem sempre o jovem periférico sabe como empreender. Foi percebendo isso que surgiu o LeCria (Laboratório de Empreendimentos Criativos), ligado ao projeto social Jovem de Expressão.

Desde 2015, o LeCria lança editais e seleciona coletivos com pegada empreendedora e social. Atualmente, são 10 grupos anuais e cada um deles conta com R$ 10 mil para começar ou ampliar as ideias. “A gente percebia nos jovens do projeto que, quando eles queriam profissionalizar o que aprendiam nas aulas de dança e fotografia, por exemplo, tinham dificuldade com a parte burocrática”, conta Yan Killian, 25, um dos coordenadores do LeCria. “Começamos a dar esse auxílio, mas de uma maneira informal. Com o tempo, vimos que isso era uma demanda da comunidade e criamos o LeCria.”

Wemmia, do Raix, é uma das ceilandenses contempladas no edital. Além da venda de roupas, o projeto atua para colaborar com outros empreendedores de periferia, promovendo feiras e organizando espaços para disponibilizar os produtos deles.

Hugo Vale, 25, é sócio de outra ideia que se gestou a partir do LeCria. Fundador da Destino Correto, uma empresa de compostagem para residências e estabelecimentos comerciais. “Eles validaram minha ideia e mostraram que tinha sentido aquilo que eu falava.”
 
 
 

Sustentabilidade comunitária


Além de ser um centro de convivência para moradores da região, o JK Shopping promove projetos sociais e culturais (anualmente, são mais de 100 apresentações musicais e teatrais) em parceria com a população ceilandense. Na pegada da sustentabilidade, o local conta com uma horta comunitária que pode ser utilizada pela população.

A horta tem extensão de 200m² e fica na lateral da entrada do estacionamento. Atualmente, a produção é de 200 maços de verduras e hortaliças a cada 15 dias. O projeto começou em setembro de 2018. De lá para cá, foram 11 colheitas e 900 pessoas beneficiadas com a distribuição.

“A plantação é totalmente orgânica e sem agrotóxicos ou aditivos químicos, e a irrigação utilizada vem de um poço artesiano”, explica Marcos Atayde, superintendente do shopping.

Morango, espinafre, alface, tomate-cereja, manjericão e couve, além de ervas medicinais, estão entre as plantas produzidas pela horta. Depois da colheita, os alimentos são distribuídos para Escola Classe 42, vizinhos, lojistas e colaboradores. Clientes também podem retirar alguns dos alimentos depois de preencher cadastro no shopping. Os próximos passos do projeto são a abertura de visitação à horta e a implantação de compostagem, um dos atos comemorativos pelos 48 anos de Ceilândia.

EXPEDIENTE


Diretora de Redação:

Ana Dubeux

Editores executivos:

Vicente Nunes

Plácido Fernandes

Edição:

Mariana Niederauer

Desenvolvimento web:

Christiano Borja

Elielson Ribeiro Macedo

Luiz Filipe Azevedo de Lima