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Chanceler francês chega hoje a Bogotá

Kouchner vem a América do Sul tratar das negociações para libertação de reféns das Farc

BOGOTÁ - O chanceler francês, Bernard Kouchner, chega nesta segunda-feira (28/04) a Bogotá, numa viagem que o levará também à Venezuela e ao Equador. Kouchner vai tratar das negociações para a libertação dos reféns em poder das Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc), entre eles a franco-colombiana Ingrid Betancourt. O chanceler francês se reunirá com o presidente Álvaro Uribe, que já avisou ser contra a participação, como mediador das negociações com as Farc, do presidente Hugo Chávez, da Venezuela, que teve suas atividades de intermediário interrompidas em novembro passado. O presidente colombiano indicou que através de seu comissário para a paz, Luis Carlos Restrepo, comunicou a Kouchner que se encontrará com o chanceler francês com muito prazer, mas que não podia promoter nada além disso. O presidente francês, Nicolas Sarkozy aprova a presença de Chávez nas negociações e espera que ele "siga comprometido" com a libertação dos reféns. A visita de Kouchner acontece um mês depois do envio de um avião francês com equipamento médico para atender Betancourt e outros reféns na selva, o que foi considerado "improcedente" pelas Farc. No entanto, a situação se complica. O próprio Chávez, que mediou a libertação de seis reféns sob o poder das Farc em fevereiro, declarou no último domingo que perdeu os contatos que mantinha com a guerrilha. Negociações As Farc ainda mantêm em seu poder 39 reféns que pretende negociar em troca de 500 rebeldes da guerrilha detidos em prisões colombianas. Como condição de negociação, a guerrilha exige que por 45 dias duas regiões do sudeste do país sejam desmilitarizadas, além da libertação dos rebeldes. Kouchner também tratará da relação diplomática entre Equador e Colômbia, estremecidas desde uma incursão colombiana em março passado em território equatoriano que capturou e matou o número dois das Farc, Raúl Reyes. "Não acredito que Kouchner possa fazer milagres e obter sucesso nessa situação, mas pode, sim, começar a abrir caminhos", afirmou o dirigente comunista Carlos Lozano.