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Somalis pedem saída de tropas etíopes de seu país

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Membros do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), visitando Djibuti para encorajar o governo de transição e a oposição a realizarem negociações diretas de paz, se encontraram com vários representantes da sociedade civil somali. Os cidadãos advertiram para a piora da crise humanitária em seu país. Além disso, pediram a retirada das tropas etíopes, alegando que isso aceleraria um acordo político no país, após 18 anos de conflitos. Participaram do evento ativistas de direitos humanos, pequenos empresários, mulheres, ativistas pela paz, representantes de clãs e cidadãos somalis que vivem exilados. Os somalis solicitaram ao Conselho de Segurança que peça a saída das tropas etíopes, no país desde 2006. Esses soldados estrangeiros estão ajudando o governo local a enfrentar uma insurgência islâmica. Porém, o presidente somali, Abdullahi Yusuf, disse que as forças etíopes não deixarão o país antes de ele se estabilizar e chegarem ao país capacetes azuis da ONU. A Somália vive em estado de anarquia desde que senhores de guerra depuseram o ditador Mohamed Siad Barre, em 1991. Em seguida, vários grupos iniciaram uma disputa por poder, afundando ainda mais o empobrecido país localizado no Chifre da África. Um instável governo de transição foi formado em 2004. Em dezembro de 2006, as tropas etíopes ajudaram a rechaçar os militantes islâmicos, que haviam tomado controle da capital, Mogadiscio. Esses insurgentes, porém, permanecem fortes e ameaçam o governo local.