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Correio Braziliense

Saiba como começou a crise Caracas-Madri

 


postado em 01/08/2008 09:53 / atualizado em 01/08/2008 09:56

Espanha e Venezuela: relações estremecidas "Por qué não te callas?" A frase, proferida pelo rei Juan Carlos e dirigida ao presidente Hugo Chávez, provocou um mal-estar diplomático entre a Espanha e a Venezuela. As palavras teriam sido a expressão do descontrole emocional do monarca, incomodado com as críticas do venezuelano ao ex-premiê José María Aznar. Durante a Cúpula Ibero-Americana, em 10 de novembro do ano passado, Chávez chamou Aznar repetidamente de "fascista" e o acusou de ter apoiado o golpe de Estado que o lídr sul-americano sofreu em 2002. Ao ouvir isso, Zapatero interveio e pediu respeito a Aznar, seu rival. Mas Chávez replicava e o interrompia, o que irritou o monarca. "Por qué no te callas?" (Por que não se cala?), disse Juan Carlos, que deixou o plenário. A presidenta chilena, Michelle Bachelet, teve de apaziguar os ânimos e mediou um aperto de mãos conciliatório entre os dois governantes. Depois do episódio, a Venezuela ameaçou nacionalizar bancos de propriedades de investidores espanhóis e vigiar outras empresas espanholas que operam no país de perto. Uma primeira tentativa de aproximação ocorreu em Lima (Peru), quando Chávez e o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero se encontraram na Cúpula América Latina-União Européia, em maio passado, e sinalizaram o desejo de melhorar as relações entre os dois países. Em 25 de julho passado, o rei Juan Carlos finalmente recebeu Chávez no Palácio de Marivent, em Palma de Mallorca. O monarca teria dado uma camisa com a famosa frase ao mandatário venezuelano. Chávez chegou para o encontro com 45 minutos de atraso. Mas a reunião transcorreu em clima amistoso e terminou com um "Por que não vamos à praia?" por parte de Juan Carlos.

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