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Correio Braziliense

'Monstro da Áustria' é considerado capaz por psiquiatra

 


postado em 13/10/2008 16:51 / atualizado em 13/10/2008 16:51

O austríaco Josef Fritzl, pai que seqüestrou e violentou a filha durante 24 anos, mantendo-a como refém no porão de sua casa, em Amstetten (leste), foi considerado "plenamente capaz" por uma especialista psiquiátrica, informa o jornal "Der Standard" na edição de terça-feira. O advogado de Fritzl, Rudolf Mayer, planejava alegar "incapacidade" para evitar a prisão de seu cliente, que teve sete filhos, fruto de sua relação incestuosa com Elisabeth nesses anos de cárcere. Nem a Procuradoria Pública de Sankt-Pölten, onde correrá o processo, nem Adelheid Kastner, a psiquiatra que fez a avaliação, quiseram fazer comentários sobre o assunto na segunda à noite, de acordo com a agência austríaca de notícias APA. De acordo com "Der Standard", Kastner se reuniu seis vezes com Josef Fritzl, de 73 anos, encontros nos quais foi possível determinar que ele não sofre de qualquer doença mental, podendo, então, ser considerado responsável por seus atos. Questionado pelo "Standard", o porta-voz da Procuradoria Pública de Sankt-Pölten comentou que a ata de acusação deve ficar pronta "em até três semanas", mas o processo, provavelmente a portas fechadas, não deve começar antes de 2009. Segundo notícias extra-oficiais da imprensa local, Fritzl poderá ser acusado de homicídio e condenado à prisão perpétua. Um dos filhos que o réu teve com Elisabeth morreu ainda bebê, no cativeiro, por falta de cuidados, declarou em setembro à revista "News" um dos especialistas consultados pela Procuradoria. Fritzl também pode ser condenado a até 15 anos de reclusão por estupros e seqüestro. Esse escândalo de incesto e abusos sexuais, que chocou a Áustria e o mundo, foi descoberto no final de abril, quando um dos filhos de Elisabeth Fritzl teve de ser hospitalizado. Das seis crianças que sobreviveram, com idades entre 5 e 19, três foram criadas com seus "avós", enquanto que os outros cresceram reclusos, com a mãe, sem nunca terem visto a luz do dia.

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