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Preso é dirigente máximo do ETA, diz ministro espanhol

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O líder do ETA (Pátria Basca e Liberdade) preso na segunda-feira na França era o dirigente máximo do grupo separatista basco, afirmou hoje o ministro do Interior da Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba. A autoridade apontou que pode ocorrer algum atentado em retaliação. Até agora, as autoridades espanholas sustentavam que Garikoitz Aspiazu Rubina, conhecido como "Txeroki", era o chefe das unidades de comando, responsáveis pelos atentados. Mas Rubalcaba disse, em entrevista à emissora de rádio SER, que Txeroki era o máximo dirigente do ETA, encarregado da estratégia. Ele teria ascendido à chefia do ETA após a prisão de Francisco Javier López Peña, em maio, perto de Bordeaux, também na França. "Txeroki acabou encarregado de tudo - o aparato político, o chamado aparato militar. Quem ordenou as mortes foi Txeroki", sustentou o ministro. Rubina, de 35 anos, foi detido na cidade francesa de Cauterets, perto da fronteira com a Espanha. Ele estava com Leire López, uma mulher sob a qual há suspeitas de pertencer ao ETA. Funcionários espanhóis e franceses apontaram que Aspiazu é suspeito na morte de dois guardas civis espanhóis, em dezembro, na cidade francesa de Capbreton. As autoridades da Espanha estão sob alerta máximo, temendo algum eventual atentado. Para as autoridades, o grupo pode querer mostrar que não está desorganizado. "Nós temos que estar preparados. Um dia desses o ETA tentará mostrar que não está fraco, que mesmo que Txeroki esteja preso, ele ainda pode agir", afirmou Rubalcaba. O ETA matou mais de 800 pessoas desde o fim da década de 1960 em sua campanha para criar um Estado basco, no norte da Espanha e sudoeste da França. O grupo declarou um cessar-fogo unilateral em março de 2006 e começou negociações de paz com o governo do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero. Porém, não houve acordo e em dezembro de 2006 o grupo detonou um carro-bomba no aeroporto de Barajas, em Madri, matando duas pessoas. Acredita-se que Aspiazu e López Peña se opuseram ao cessar-fogo desde o início. Aspiazu teria sido o autor da ordem para o fim do cessar-fogo, com o atentado no aeroporto.