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Premiê da Tailândia rejeita convocação de eleições

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postado em 26/11/2008 13:58
BANGCOC - O primeiro-ministro da Tailândia, Somchai Wongsawat, rejeitou nesta quarta-feira (26/11) o apelo do comandante das Forças Armadas de convocar eleições antecipadas para resolver a crise política no país que se prolonga há meses. Durante um pronunciamento à nação, transmitido pela televisão, Somchai declarou que os manifestantes antigovernistas que ocupam o aeroporto internacional de Bangcoc e prédios públicos para exigir sua demissão tentavam derrubar o processo democrático. "Asseguro novamente ao povo que o governo, legitimado por eleições, funcionará até o fim", disse Somchai. O comandante das Forças Armadas da Tailândia, o general Anupong Paojinda, havia pedido ao primeiro-ministro tailandês que dissolvesse o Parlamento e convocasse novas eleições, negando qualquer tentativa de golpe de Estado. Paojinda solicitou também aos manifestantes antigovernistas da Aliança do Povo pela Democracia (PAD, pró-monarquia) que desocupassem o aeroporto de Bangcoc, onde estão desde a noite de terça-feira. O alto comando militar negou que estivesse dando um golpe e destacou que o governo de Somchai conserva toda a autoridade, apesar do pedido para a convocação de novas eleições. Horas antes, um dos principais líderes da PAD, Pibhop Dhongchai, havia pedido a renúncia do primeiro-ministro. "O primeiro-ministro deve renunciar e depois poderemos falar", afirmou Pibhop Dhongchai. "A desocupação do aeroporto depende do resultado das negociações", acrescentou o dirigente da PAD. Cerca de 8.000 manifestantes ocupam o aeroporto internacional de Bangcoc de Suvarnabhumi, segundo dados da polícia.

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