Pelo menos 78 pessoas morreram e outras 200 ficaram feridas nesta quarta-feira (26/11) em sete atentados coordenados em Mumbai, principal centro financeiro da Índia, informaram as autoridades indianas. Ao menos dois hotéis cinco estrelas estavam entre os alvos. "Muitos têm ferimentos graves e o número pode subir", disse à agência Reuters P.D. Ghadge, um policial na principal sala de controle em Mumbai.
O chefe da polícia do Estado de Maharashtra, onde fica Mumbai, afirmou que "terroristas desconhecidos abriram fogo indiscriminadamente e usaram granadas em alguns lugares". De acordo com a emissora CNN/IBN, os agressores mantêm reféns ocidentais no luxuoso Taj Mahal Hotel após os ataques pela cidade. Redes de televisão mostraram os saguões dos hotéis Taj e Oberoi em chamas. No Oberoi, as pessoas estavam sendo retiradas. No Taj, a polícia afirmou não saber quantas pessoas havia do lado de dentro.
Uma fonte diplomática assegurou à Agência Efe que um eurodeputado ficou ferido em um dos ataques, enquanto um porta-voz do Parlamento Europeu (PE) confirmou que o deputado Ignasi Guardans (CiU) liderava uma delegação de comércio exterior na Índia.
O comissário da Polícia de Mumbai, Hasan Ghafoor, afirmou que trata-se de "atos terroristas coordenados", e acrescentou que foram usados rifles automáticos. "Parece ser um ataque terrorista, muitos lugares foram sitiados por homens armados", disse A.K. Sharma, um outro comissário da polícia de Mumbai, à televisão local.
Emissoras disseram que houve tiros também em frente ao Café Leopold, muito freqüentado por turistas, e em hospitais e estações de trem. Policiais armados com rifles montaram barricadas em torno do local da explosão. Moradores gritavam, revoltados com a ocorrência de mais um atentado na cidade.
Numa estação de trem da cidade, Sharma disse que os homens desconhecidos "entraram na plataforma de passageiros e começaram a atirar."
A Índia tem sofrido uma série de ataques à bomba nos últimos anos. A maior parte das ações são atribuídas a militantes islâmicos, mas em incidentes anteriores a polícia também prendeu extremistas hindus.