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Cúpula de monarquias do Golfo discute integração econômica e ataques em Gaza

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MASCATE - Os dirigentes das seis monarquias petroleiras do Golfo iniciam uma cúpula anual de dois dias, nesta segunda-feira (29/12), em Mascate, centrada em seu processo de integração econômica e na resposta à situação criada pela ofensiva militar israelense em Gaza. Incomodados com o apelo da Rodada de Doha para convocar uma cúpula árabe extraordinária sobre Gaza, alguns sócios do Qatar no Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) repetem que, antes de mais nada, os palestinos devem restabelecer sua unidade nacional, afetada pela rivalidade entre o movimento islamita Hamas e o Fatah do presidente da Autoridade Palestina Mahmud Abas. Os chefes da diplomacia do CCG (Arábia Saudita, Kuwait, Qatar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Omã), que se reuniram domingo para preparar a cúpula de Mascate, "não tomaram nenhuma decisão sobre a convocatória de uma cúpula árabe extraordinária", e enviaram a questão à reunião ministerial da Liga Árabe prevista nesta quarta-feira no Cairo, disse o ministro das Relações Exteriores saudita, o príncipe Saud Al Faisal. "É inútil participar de uma cúpula que só emite comunicados", acrescentou o príncipe Saud, em declaração publicada domingo pela agência oficial Spa, manifestando implicitamente as ressalvas de seu país, chefe de filas das monarquias petroleiras, a uma reunião de chefes de Estado árabes. Os ministros do CCG proporão idéias à reunião do Cairo quarta-feira "para ajudar o povo palestino, trabalhar para acabar com o massacre e suspender o bloqueio imposto por Israel a Gaza", declarou o ministro das Relações Exteriores de Omã, Yusef Ben Alaui. "Mas antes de mais nada os palestinos devem tentar de modo responsável superar suas divergências e unir filas para permitir aos países árabes que os ajude a estabelecer seu Estado independente", advertiu o ministro de Omã, cujo país presidente o CCG em 2009.