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Correio Braziliense

Cronologia das negociações de paz no Oriente Médio

 


postado em 21/02/2009 08:00 / atualizado em 21/02/2009 01:37

1993 – Acordos de Oslo: Na Noruega, o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin e o líder palestino Yasser Arafat assinam um acordo em que Israel se compromete a devolver os territórios ocupados em 1967 em troca de um acordo de paz definitivo. Israel deixa boa parte dos centros urbanos palestinos em Gaza e Cisjordânia, dando autonomia aos palestinos, mas mantém encraves. A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de Arafat reconhece o direito à existência de Israel e renuncia à violência. Questões chaves sobre quem controlará Jerusalém, o traçado de fronteiras e o possível retorno de refugiados palestinos, no entanto, não são abordadas. 1998 – Após acordos de paz entre israelenses e palestinos, como os de Oslo (1993) e o de Wye Plantation (1998), Israel entregou porções de terra aos palestinos. 2000 – Em julho, em Camp David (EUA), o presidente americano Bill Clinton tenta costurar um acordo entre Arafat e o primeiro-ministro israelense Ehud Barak. Israel ofereceu soberania aos palestinos em certas áreas de Jerusalém Oriental e a retirada de quase todas as áreas ocupadas, mas Yasser Arafat exigiu soberania plena nos locais sagrados de Jerusalém e a volta dos refugiados — o que Israel recusou. As negociações fracassam e estoura a Segunda Intifada palestina. 2002 – Israel começa a erguer um muro de proteção para se separar das áreas palestinas. Os palestinos, por sua vez, consideram a construção da barreira uma anexação de território. Em outubro, um enviado dos EUA apresenta pela primeira vez um esboço do plano de paz internacional elaborado pelo Quarteto (EUA, Rússia, União Européia e ONU). O novo plano prevê o fim da violência, seguido por reformas políticas e nos serviços de segurança palestinos e a retirada de Israel de territórios ocupados. 2003 – Um Plano de Paz Internacional é oficializado. O texto propõe um cessar-fogo bilateral, a retirada israelense das cidades palestinas e a criação de um Estado palestino provisório em partes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Em uma última fase, seria negociado o futuro de Jerusalém, os assentamentos judaicos, o destino dos refugiados palestinos e as fronteiras. 2005 – Plano de retirada – O premiê israelense, Ariel Sharon, estabelece a retirada dos assentamentos judaicos de Gaza e de parte da Cisjordânia 2007 – Os Estados Unidos convocam uma conferência em Annapolis, em Maryland, para tratar das negociações de paz no Oriente Médio. Na reunião, israelenses e palestinos se comprometem a iniciar negociações imediatas para resolver seu conflito, com a meta de concluir um acordo de paz antes do fim de 2008. 2008 - Em janeiro, representantes de Israel e da ANP reúnem-se para recomeçar as negociações sobre o futuro de Jerusalém, os assentamentos, os refugiados palestinos, as fronteiras, a segurança e os recursos hídricos. É a primeira vez que os assuntos são tratados desde Cúpula de Taba, em janeiro de 2001. Em junho, tem início o cessar-fogo de seis meses intermediado pelo Egito. A trégua é quebrada pouco antes do fim, em dezembro. Ambos os lados se acusam e tem início o mais sangrento confronto entre palestinos e israelenses. No total, foram mais de mil mortos.

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