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Comércio da Cidade do México tem prejuízo diário de US$ 120 milhões

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O representante da Confederação Patronal da República Mexicana na Cidade do México, Juan de Dios Barba, estimou que o comércio da região tem um prejuízo diário de US$ 120 milhões devido à situação emergencial por conta da gripe suína. A administração da capital Cidade do México, onde vivem quase 20 milhões de pessoas, ordenou o fechamento parcial ou total de estabelecimentos comerciais em que há grande concentrações de pessoas, como restaurantes, discotecas, cinemas, bares, academias, clubes e salões de festas. Para a Câmara Nacional da Indústria de Restaurantes, a medida fará com que pequenas e médias empresas percam receita e tenham dificuldade para honrar compromissos junto a seus fornecedores mesmo depois que a epidemia seja totalmente contida. Só na Cidade do México, as vendas caíram 90% nos restaurantes no fim de semana. No período, as perdas chegam a pelo menos 450 milhões de pesos mexicanos (R$ 71,6 milhões), segundo o presidente da Câmara Nacional, Francisco Mijares Noriega. O vice-presidente da entidade, Daniel Loaeza, disse que pelo menos 450 mil pessoas já deixaram de trabalhar desde que o governo impôs restrições ao funcionamento dos restaurantes. A maioria deles pode apenas entregar comida a domicílio. A Antad (Associação Nacional de Supermercados e Lojas de Departamentos, na sigla em espanhol), por sua vez, informou que as lojas das empresas filiadas ao grupo permanecerão abertas em seus horários normais até que o governo determine alguma mudança. A associação ainda pediu que as pessoas não corram aos supermercados para fazer compras, uma vez que as lojas permanecerão abertas, informou o diário mexicano "El Financiero". A rádio "13 Noticias" informou que, apesar de o governo da capital ter informado não haver risco de desabastecimento de artigos de primeira necessidade, houve uma corrida de consumidores a supermercados e centros comerciais durante a noite.