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Base do Taleban está cercada, diz general do Paquistão

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Tropas paquistanesas cercaram militantes do Taleban em sua base nas montanhas, assim como a principal cidade do Vale do Swat, informou hoje o general Sajad Ghani, do Paquistão. "O cerco está se apertando ao redor deles. Suas rotas de escape foram cortadas", afirmou. "É apenas uma questão de tempo para que (os líderes do Taleban) sejam eliminados." A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu US$ 543 milhões em contribuições da comunidade internacional para aliviar o "sofrimento incrível" de cerca de 2 milhões de refugiados no país. Em outra região do noroeste, um carro-bomba explodiu perto de um cinema na cidade de Peshawar, matando pelo menos seis pessoas e ferindo outras 80, informou o oficial de polícia Saleem Khan. Com o crescente ceticismo sobre o progresso da ofensiva de um mês do Exército na região noroeste, os militares levaram hoje vários repórteres estrangeiros para o Vale do Swat. Segundo um repórter da Associated Press, não há carros nas ruas de Mingora e poucas pessoas são vistas nas ruas e nas estradas mais ao norte do vale, um antigo destino turístico localizado a apenas 100 quilômetros da capital, Islamabad. Do ar, há poucos sinais dos confrontos e ataques aéreos que, segundo os militares mataram mais de mil militantes e cerca de 60 soldados. Mas um comandante graduado disse que o Exército estava encurralando militantes em Mingora e em Piochar, cidade ao norte que é a fortaleza do líder taleban Maulana Fazlullah. O Paquistão lançou uma ofensiva no mês passado para impedir o avanço do Taleban do Vale do Swat para a capital. Os Estados Unidos saudaram a operação e também têm contribuído para proteger o governo dos efeitos da crise humanitária que se seguiu aos confrontos. Funcionários dizem que 1,9 milhão de pessoas fugiram da zona de guerra. Mais de 160 mil estão abrigadas em campos de refugiados ao sul da área de batalha. Os demais foram acomodados por parentes.