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Correio Braziliense

Gripe suína avança na Ásia

 


postado em 25/05/2009 10:32 / atualizado em 25/05/2009 10:48

Enquanto a epidemia de gripe suína parece perder força no México e nos Estados Unidos, depois de se espalhar rapidamente, na Ásia o número de casos cresce aos poucos, alimentando o temor de que a doença possa causar uma grande quantidade de vítimas no continente. As primeiras contaminações no Kuweit e nos Emirados Árabes Unidos foram confirmadas ontem. Japão e China anunciaram aumento na lista de pacientes. No Kuweit, base logística para as tropas dos Estados Unidos no vizinho Iraque, 18 soldados norte-americanos se tornaram os primeiros do país árabe a contrair a doença. “Estamos cientes de que casos de gripe do vírus H1N1 foram confirmados entre militares americanos no exterior, incluindo soldados que transitam por bases dos EUA no Kuweit. Eles não tiveram nenhum contato com a população local”, informou a embaixada americana. Por enquanto, não há registro de transmissão do vírus entre militares no Iraque.

Japonesas usam máscaras durante visita a um templo em Tókio(foto: Kim Kyung-Hoon/REUTERS)
Japonesas usam máscaras durante visita a um templo em Tókio (foto: Kim Kyung-Hoon/REUTERS)
Um homem que chegou em um voo do Canadá foi confirmado como o primeiro caso da gripe suína nos Emirados Árabes Unidos. Hanif Hassan Ali, ministro da Saúde, afirmou que o paciente, supostamente um médico canadense de origem paquistanesa, foi para um hospital na cidade de Al Ain para verificar seus sintomas da gripe. “Os sintomas diminuíram, mas o tratamento vai continuar por 10 dias. Passageiros do mesmo voo não mostraram nenhum sintoma”, explicou. Na Coreia do Sul, o vírus A (H1N1) foi detectado em mais 11 pessoas, sendo três crianças e oito adultos. Com isso, o total de infectados no país subiu para 21. O Japão confirmou que exames médicos deram positivo para a gripe suína em outras três pessoas, o que eleva para 341 o número de contaminados. Apesar do registro diário de novos casos, os colégios das províncias japonesas mais afetadas pela doença, Osaka e Hyogo, reabrirão hoje.

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