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Correio Braziliense HILLARY NA ÁFRICA

Pressão sobre o Zimbábue


postado em 08/08/2009 09:44

Na segunda escala da viagem que faz por sete países africanos, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, desembarcou ontem na África do Sul, onde se encontrou com políticos e empresários. Em reunião com a ministra de Relações Exteriores sul-africana, Maite Nkoana-Mashabane, em Pretória, capital administrativa, Clinton pediu que o país exerça maior pressão a fim de que o Zimbábue faça reformas políticas e econômicas. Os EUA querem que o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, cumpra o acordo de divisão do poder selado com o líder opositor Morgan Tsvangirai, sob intensa pressão internacional. Tsvangirai se tornou o primeiro-ministro do país graças ao acerto e acusa Mugabe de retardar sua posse. A secretária norte-americana lembrou que a África do Sul abriga 3 milhões de refugiados zimbabuanos, e que %u201Ccada um desses refugiados representa um fracasso do governo zimbabuano em cuidar da sua própria gente, e um ônus que a África do Sul tem de arcar%u201D. Hillary Clinton frisou a necessidade de %u201Camenizar os efeitos negativos da presidência perpétua do presidente Mugabe%u201D. No poder desde o fim da colonização britânica, em 1980, e tido como responsável pela atual ruína econômica do país, Mugabe argumenta que problemas como hiperinflação e colapso da infraestrutura se devem a sanções internacionais. Durante a gestão de George W. Bush, a África do Sul resistiu aos pedidos dos EUA para que adotasse uma postura mais enérgica com o país vizinho. Agora, a Casa Branca espera que as novas lideranças nos dois países proporcionem um ambiente de maior cooperação. Nkoana-Mashabane, por sua vez, admitiu a instabilidade da relação com o governo Bush e afirmou sua intenção de %u201Celevar%u201D os contatos com a equipe de Obama. Segundo ela, a África do Sul está comprometida em motivar o Zimbábue a acelerar suas reformas. Hoje, Clinton se encontrará com o presidente sul-africano, Jacob Zuma, e deve retomar o assunto. %u201CVamos nos consultar estreitamente para definir a maneira de responder a uma situação muito difícil%u201D, propõe a secretária de Estado.

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