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Correio Braziliense

Guantánamo foi utilizada para recrutar terroristas


postado em 06/11/2009 13:21

BRUXELAS - A prisão de Guantánamo serviu principalmente como ferramenta de recrutamento de terroristas, o que justifica a necessidade de fechá-la, reconheceu nesta sexta-feira (6/11) a secretária americana de Segurança Interna, Janet Napolitano, em visita a Bruxelas. "Guantánamo foi utilizada como uma ferramenta de recrutamento. Em todo caso, ela serviu mais para isso do que qualquer outra coisa", disse Napolitano, durante uma conferência de imprensa no Parlamento Europeu. "Portanto, temos de fechar" a prisão de Guantánamo (Cuba), aberta pelo ex-presidente George W. Bush após declarar guerra contra o terrorismo, defendeu a secretária de Segurança Interna. Napolitano disse que a ordem do presidente Barack Obama de encerrar as atividades no centro de detenção "continua em vigor". "Nós trabalhamos dossiê por dossiê" e devemos "resolver o caso de pessoas (os prisioneiros) individualmente", disse. Atualmente, 221 pessoas estão detidas em Guantánamo, das quais mais de 70 o governo americano deseja liberar. Contudo, deve encontrar países que estejam dispostos a aceitá-los. Alguns países europeus concordaram em aceitar ex-prisioneiros e o Departamento de Estados "continua o diálogo com outros países" do Velho Continente para avaliar a sua disponibilidade, de acordo com Napolitano. Sobre o tiroteio na base militar de Fort Hood, a secretária descreveu como "um ato de violência horrível, muito difícil de suportar, já que afetou militares em nosso território. Eram homens e mulheres que tinham tomado uma decisão altruísta, corajosa, para servir os Estados Unidos, e é realmente uma terrível tragédia", disse. Autoridades americanas investigam ainda os motivos que levaram o comandante do Exército, psiquiatra de formação e de origem palestina, a perpetrar o sangrento tiroteio na quinta-feira nesta que é a maior base militar do mundo. Napolitano se recusou a especular se esse foi um ato terrorista. "A investigação começou e não podemos especular sobre as causas de crime tão importante", concluiu.

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