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Correio Braziliense

Estados Unidos e Reino Unido fecham embaixadas no Iêmen


postado em 03/01/2010 16:28 / atualizado em 03/01/2010 16:34

As ameaças do grupo Al Qaeda – organização fundamentalista islâmica internacional formada por células independentes - provocaram o fechamento das embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido em Sana – capital do Iêmen, país localizado a sudoeste da Península Árabe. A tensão aumentou depois da prisão do nigeriano Faruk Abdulmutalab, de 23 anos, que confessou ter recebido treinamento e instruções da rede terrorista.

Só em 2008, a  Embaixada dos EUA no Iêmen foi atacada duas vezes e informou que fechava suas portas em decorrência das “ameaças em marcha” da  Al Qaeda e que assim permanecerá pelo tempo que for necessário.

De acordo com a agência argentina Telam, o fechamento da embaixada ocorre justamente no momento em que o governo do presidente Barack Obama planeja aumentar a  assistência ao Iêmen e o apoio no combate à luta antiterrorista.

Em Londres, o Ministério Assuntos Exteriores informou que sua embaixada foi fechada por razões de segurança e que sua reabertura depende de análises posteriores das autoridades locais. De acordo com autoridades estrangeiras, a Al Qaeda constrói reforços nas regiões montanhosas do Iêmen.

O general norte-americano David Petraeus, que supervisiona os combates no Iraque e no Afeganistão, manteve reunião com o presidente do Iêmen, Alí Abdulá Saleh. Na conversa, os dois analisaram uma espécie de coordenação de combate às ações da Al Qaeda. Segundo o militar, os Estados Unidos vai dobrar os investimentos no país árabe para combater as ações terroristas.

De acordo com Petraeus, a ideia é elevar os atuais US$ 67 milhões para, no mínimo, o dobro. Mas ele não disse exatamente quanto. O governo do Reino Unido prometeu apoiar as ações dos Estados Unidos. Uma das propostas é criar uma nova unidade da polícia antiterrorista no Iêmen.

No próximo dia 28 será realizada, em Londres, uma conferência internacional de alto nível para negociar uma estratégia internacional que responda à radicalização das ações em curso no Iêmen.

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