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Presidente do Iêmen anuncia cessar-fogo com rebeldes xiitas

Agência France-Presse
postado em 11/02/2010 21:52
O chefe de Estado iemenita, Ali Abdullah Saleh, anunciou nesta quinta-feira (11/2) o cessar-fogo nos combates contra os rebeldes xiitas no norte do país a partir da meia-noite de quinta-feira (21h GMT), que será seguido pelo chefe rebelde Abdel Malek al Huthi. "Decidimos parar as operações militares no noroeste a partir de quinta feira à meia-noite", informou o presidente em um decreto, cuja leitura foi feita pela televisão estatal.

O presidente explicou ter tomado a decisão após a aceitação, por parte dos rebeldes zaidistas, das seis condições impostas pelo governo para o fim das hostilidades, que começaram no dia 11 de agosto na província de Saada, na fronteira com a Arábia Saudita.

O chefe da rebelião xiita no Iêmen, Abdel Malek al Huthi, ordenou aos seus homens que respeitem o cessar-fogo decretado pelo presidente Ali Abdullah Saleh, pouco antes de sua entrada em vigor nesta quinta-feira à noite. Em um breve comunicado, o chefe dos rebeldes ordenou que os insurgentes "parem com os combates em todas as frentes na hora anunciada pelo governo". "Quando o cessar-fogo se consolidar, as estradas serão abertas, e serão retirados os postos de controle e as barricadas", acrescentou.

Quatro comissões territoriais foram formadas para aplicar a medida na área, uma delas na fronteira com a Arábia Saudita, que entrou em combate com os rebeldes quando eles invadiram seu território. O decreto governamental lembra as condições do governo aos rebeldes: "cumprir o cessar-fogo, abrir as estradas, retirar as minas e evacuar as partes altas", além de sair "dos edifícios públicos e não intervir no funcionamento da administração local". Eles também devem "restituir os bens públicos e as armas roubadas", liberar "os presos civis e militares, incluindo os sauditas" e "respeitar a lei e a Constituição". O governo exigiu ainda dos rebeldes o compromisso de "não agredir mais a Arábia Saudita".

O anúncio do cessar-fogo ocorre após violentos combates ocorridos na quarta e na quinta-feira, que causaram 36 mortos, entre eles 12 soldados e 24 rebeldes, segundo fontes militares iemenitas. A ofensiva, lançada no dia 11 de agosto contra os rebeldes xiitas, é a sexta desse tipo desde 2004, em um conflito que já deixou vários milhares de mortos.

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