Agência France-Presse
postado em 24/05/2010 19:27
O birô de investigação e análises (BEA) e o exército francês se opõem sobre a localização das caixas-pretas do voo Air France Rio-Paris, o AF447, que se acidentou no mar no dia 1; de junho de 2009, fazendo 228 mortos, informou nesta segunda-feira o jornal Le Figaro em seu site.Citando fonte ligada ao BEA, lefigaro.fr diz que o exército teria confundido os sinais emitidos por caixas-pretas durante um teste realizado no Mediterrâneo com estes aparelhos de registro de voo do Airbus A330-200 da Air France, estabelecendo em seguida uma zona de investigação errônea.
"Não negamos que houve uma dúvida, mas a estudamos e descartamos os registros falsos", declarou na noite desta segunda-feira o porta-voz da Marinha, Hugues du Plessis d;Argentré, ouvido pela AFP. Assim, afirmou, "não há polêmica com a BEA".
Segundo ele, foi realizado mesmo um teste em submarino nuclear no Mediterrâneo com a ajuda de caixas-pretas submersas, a fim de obtermos um "referencial" sobre suas emissões sonoras.
Este referencial, precisou, foi comunicado em seguida aos operadores do Emeraude, o submarino encarregado das pesquisas ao longo do Brasil, para que o comparasse com os sons captados por sonares.
Segundo o site lefigaro.fr, a terceira etapa da busca pelas caixas-pretas deverá terminar na manhã deste terça-feira em fracasso, mas poderá surgir um compromisso sobre uma quarta fase.