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Correio Braziliense

Atirador matou o irmão gêmeo

David Bird, 52 anos, irmão gêmeo do autor do massacre ocorrido quarta-feira em Whitehaven, pequena localidade do noroeste da Inglaterra, está entre as 12 pessoas mortas pelo atirador


postado em 04/06/2010 09:30 / atualizado em 04/06/2010 16:37

David Bird, 52 anos, irmão gêmeo do autor do massacre ocorrido quarta-feira em Whitehaven, pequena localidade do noroeste da Inglaterra, está entre as 12 pessoas mortas pelo atirador. A revelação foi feita ontem pelo chefe da polícia local, Craig Mackey, ao anunciar as identidades de várias vítimas do taxista Derrick Bird, que se matou no fim de um sangrento périplo de mais de três horas pela região. A imprensa britânica especula que uma briga familiar pela herança da mãe pode ter originado a tragédia.

David Bird, 52 anos, irmão gêmeo um dos 12 mortos no ataque de Derrick Bird(foto: KO/AP)
David Bird, 52 anos, irmão gêmeo um dos 12 mortos no ataque de Derrick Bird (foto: KO/AP)
O ataque de Derrick Bird — divorciado e pai de dois filhos — ocorreu em uma zona turística dos Lagos. Onze pessoas tiveram que ser hospitalizadas com ferimentos de diferentes níveis de gravidade. David, que deixou três filhas, pode ter sido a primeira vítima do irmão. Ele foi morto dentro de sua casa em Lamplugh, conforme a polícia. Ontem, jornais noticiaram que Derrick teria se desentendido com o irmão sobre o testamento da mãe, de 90 anos.

O chefe da polícia local também confirmou a morte de duas mulheres: Susan Hughes, 57 anos, e Jane Robinson, 66. Antes, havia sido divulgada a morte de Kevin Joseph Commons, 60, sócio de um escritório de advogados da região. Segundo a imprensa britânica, Commons era advogado da família Bird, o que reforçaria a tese de que o crime foi motivado por causa da disputa pela herança.

Um dia depois do massacre, a população de Whitehaven amanheceu em clima de comoção. Buquês de flores amontoavam-se no ponto de táxis onde Derrick Bird matou pelo menos uma de suas 12 vítimas. Como em diversos povoados próximos, os habitantes tentavam entender o que o jornal local descreveu como “um dia de terror” na popular região turística do Reino Unido, situada no condado de Cúmbria.

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