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Correio Braziliense

Obama rejeita acusação de inércia


postado em 09/06/2010 08:41

Tartaruga nada em petróleo, no Golfo do México: tragédia sem precedentes(foto: LEE CELANO )
Tartaruga nada em petróleo, no Golfo do México: tragédia sem precedentes (foto: LEE CELANO )
Ao refutar as críticas de que seu governo não fez o suficiente para combater o vazamento de petróleo no Golfo do México, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que gostaria de saber “a quem deve chutar o traseiro” pela pior catástrofe ambiental do país. “Eu não fico sentado apenas falando com especialistas, pois isso não é um seminário de faculdade. Converso com essas pessoas porque são elas que melhor podem me dar respostas para eu saber o traseiro de quem vou chutar”, enfatizou, referindo-se aos culpados pelo acidente, em entrevista ao programa Today, do canal NBC. Ele destacou que falou com os pescadores da região atingida e com especialistas encarregados da limpeza da gigantesca mancha de petróleo.

Segundo uma pesquisa feita pela ABC News/The Washington Post, 69% dos norte-americanos consideram ruim a gestão da crise por Obama. “Vejo que essa é uma ideia que as pessoas meteram na cabeça e que os meios de comunicação promovem”, justificou o presidente sobre a imagem negativa ligada à atuação do governo.

Obama insistiu que ao visitar o litoral do estado de Louisiana, no início de maio, havia previsto o potencial que a crise poderia assumir. Apesar dessa afirmação e das três inspeções do chefe de Estado nos locais afetados pela mancha de óleo, causada pela explosão da plataforma petroleira Deepwater Horizon em 20 de abril, muitos críticos alegam que o presidente não foi o suficientemente duro com a empresa British Petroleum (BP). De acordo com estudo realizado pela Universidade do Sul da Flórida, a mancha negra de óleo pode ser devastadora para o ecossistema submarino da região.

Quanto às ações da BP para conter o vazamento de 80 milhões de litros de petróleo no Golfo do México, 81% dos que responderam à pesquisa da ABC News/The Washington Post consideram negativa a reação da companhia ao problema. Obama garantiu que, se estivesse em suas mãos, teria demitido o diretor da petrolífera, Tony Hayward, por seus comentários minimizando a tragédia ambiental. “Ele não estaria trabalhando para mim depois dessas declarações”, disse. Hayward foi amplamente criticado por suas recentes queixas quanto à enorme quantidade de tempo dedicada a enfrentar o vazamento e por minimizar o impacto da catástrofe, que descreveu inicialmente como algo “muito modesto”. O diretor da BP se desculpou pelas declarações.

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