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Correio Braziliense

Perfil: sobrevivente sem batalha


postado em 24/06/2010 07:23 / atualizado em 24/06/2010 07:38

O general David Petraeus assumirá o comando das forças internacionais no Afeganistão em um momento delicado. Junho já é o mês mais mortífero para as tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com 76 baixas, 46 delas envolvendo norte-americanos. Aos 57 anos — 35 deles no serviço militar —, surge como uma escolha irônica: o presidente Barack Obama foi um ferrenho crítico da condução da guerra no Iraque, da qual Petraeus era o principal estrategista militar desde 2007.

Nas Forças Armadas dos Estados Unidos, ele serviu nas unidades de transporte e de infantaria de assalto aéreo na Europa e no Oriente Médio. Antes da invasão do Iraque, em 2003, jamais havia se envolvido em um combate real. No entanto, enfrentou ao menos três situações de risco de vida: em 1991, levou um tiro no peito, em um disparo acidental feito por um de seus soldados durante um treinamento; em 2000, seu paraquedas falhou a 18m do solo e ele acabou fraturando a pélvis; no ano passado, tratou-se de um câncer de próstata.

Nem mesmo a ofensiva em Bagdá, sete anos atrás, foi uma experiência de guerra: as tropas de Saddam Hussein já estavam em colapso e apresentaram pouca resistência. Respeitado pelo Partido Republicano, Petraeus chegou a ser cogitado para a sucessão presidencial no futuro, mas garante não ter interesse. Desde 2008, como chefe do Comando Central dos Estados Unidos, ocupava a função de “patrão” do general Stanley McChrystal. Ostenta 11 condecorações militares, entre elas a Estrela de Bronze e a Legião do Mérito, e quatro distinções estrangeiras, incluindo a Medalha de Campanha Militar Francesa. (RC)

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