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Correio Braziliense

Guerra mais difícil do que o previsto


postado em 28/06/2010 08:15

Houve avanços, mas o Exército dos Estados Unidos enfrenta no Afeganistão uma guerra muito mais difícil do que o previsto quando ocupou o país há oito anos e meio, avaliou ontem, em entrevista à tevê, o diretor da CIA, Leon Panetta. “A guerra no Afeganistão vem sendo uma luta muito dura. Estamos conseguindo avanços, mas é muito pior do que o previsto”, disse à rede ABC o homem à frente da Inteligência norte-americana.

A invasão do Afeganistão foi iniciada em 7 de outubro de 2001, em resposta aos atentados de 11 de setembro daquele mesmo ano. O objetivo principal da campanha era capturar Osama bin Laden e outros líderes da Al-Qaeda, responsáveis pelo ataque com boeings às torres do World Trade Center e à sede do Pentágono. Washington pretendia ainda destruir toda a organização terrorista e remover o regime talibã. O objetivo não foi cumprido. Bin Laden continua escondido e, pior, segundo Panetta, há alguns anos a CIA não recebe uma boa informação sobre o terrorista. Os talibãs foram retirados do poder, mas já recuperaram sua força, segundo o diretor, e a violência impera no país.

Ontem, um atentado suicida contra a comitiva do governador da província de Uruzgan, no centro do Afeganistão, causou quatro mortes e deixou duas pessoas feridas. O governador Judai Rahim saiu ileso. Além disso, quatro soldados da Noruega em missão no país morreram na explosão de uma bomba, segundo a imprensa do país escandinavo.

Irã
Panetta afirmou também que o Irã teria condições, se quisesse, de produzir armas nucleares. O diretor da CIA reconheceu, no entanto, que o país possui apenas urânio de baixo enriquecimento. “Pensamos que eles têm urânio suficiente de baixo enriquecimento para duas armas. Eles têm que enriquecê-lo completamente para chegar a esse ponto, e nós calculamos que precisariam provavelmente de um ano para fazê-lo”, disse.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, foi um dos primeiros líderes mundiais a comentar a entrevista de Panetta, chamando as impressões do diretor da CIA sobre o Irã de “inquietantes”.

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