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Uribe pede a vizinhos para combater 'terrorismo' além da retórica

BOGOTÁ - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, pediu novamente este sábado aos outros países para que combatam "o terrorismo" além da retórica e disse que embora isto gere "dificuldades e atritos", estabelece um "grande precedente" na política exterior.

"Foram dados sinais na política exterior (nos oito anos de mandato de Uribe) para dizer: ;passemos da retórica aos fatos, não basta que nos deem tapinhas de pêsames, (senão) que todos temos que nos comprometer para combater o terrorismo;", disse Uribe em ato com seus ministros.

Tais sinais "geram atritos e dificuldades, mas é muito importante para a Colômbia, (porque) se estabelece um precedente de grande transcendência", acrescentou o presidente, sem fazer alusão a nenhum país em particular.

Uribe fez esta declaração no âmbito de uma crise com Caracas, que rompeu na quinta-feira as relações bilaterais depois que Bogotá anunciou, perante a OEA, que líderes guerrilheiros colombianos se escondem na Venezuela, o que o presidente Hugo Chávez nega e atribui a um plano dos EUA para agredi-lo com esta desculpa.

O presidente, que deixará o poder no próximo 7 de agosto, dando lugar a seu ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos, também disse este sábado que a política externa de seu governo se caracterizou por buscar mercados em pelo menos 47 países e reforçar a integração com México, América Central e outras regiões.