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Santos mantém no cargo chefe do serviço secreto da Colômbia

O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, ratificou hoje (6/8) Felipe Muñoz como chefe do serviço secreto e de imigração (DAS), organismo que se encontra no centro de uma controvérsia pelas acusações de suposta espionagem ilegal no país e também no Equador.

Santos, que assumirá o poder amanhã, disse que Muñoz continuará à frente do Departamento Administrativo de Segurança (DAS), em um ato no qual também anunciou a designação de Diego Molano como futuro ministro das Tecnologias da Informação e das Comunicações, e de outros funcionários.

Muñoz é um dos poucos funcionários do governo de Álvaro Uribe ratificado por Santos, que foi ministro da Defesa da administração atual.

O DAS, que depende diretamente da presidência, está no centro de uma polêmica depois de denúncias de que esse órgão e funcionários próximos a Uribe estariam envolvidos em uma trama de escutas ilegais contra juízes da Suprema Corte, jornalistas, líderes opositores e ativistas dos direitos humanos.

A Procuradoria Geral pediu depoimentos de diversos funcionários da administração atual, entre eles o secretário-geral da presidência, Bernardo Moreno; o secretário de imprensa, César Velásquez, e o secretário jurídico da Casa de Nariño (sede do Executivo), Edmundo del Castillo, nas investigações sobre o assunto.

Além disso, segundo a imprensa equatoriana, o DAS teria supostamente espionado o presidente Rafael Correa, apesar de o governo de Uribe ter negado tal versão.