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Correio Braziliense

Segurança é reforçada para a Cúpula do G20 em Seul


postado em 09/11/2010 09:26

Seul – Depois das manifestações no último fim de semana em Seul, a capital sul-coreana, as autoridades aumentaram o esquema de segurança na cidade em torno das discussões da Cúpula do G20 (as 20 maiores economias mundiais). Seguindo a tradição asiática de organização, civilidade e padronização, as ruas em torno do prédio onde estarão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente eleita Dilma Rousseff, e os principais líderes mundiais foram tomadas por policiais.

A circulação das pessoas é limitada. A ordem é que apenas quem trabalha na região – e usa autorização – e os credenciados na cúpula circulem nas áreas em volta do prédio do Coex – uma espécie de shopping center que foi desativado esta semana para o evento. No aeroporto, os estrangeiros são orientados com folders sobre o G20.

Ao mesmo tempo, as autoridades internacionais lidam com as preocupações sobre os desequilíbrios comerciais globais causados pela ameaça de uma guerra cambial. O tema ocupará a maior parte das discussões, nos dias 11 e 12, quando os líderes políticos mundiais estarão em Seul.

A ideia é que a cúpula desfaça as divergências em torno das medidas adotadas, de forma isolada, por alguns países na tentativa de diminuir os desequilíbrios, o que acaba desestabilizando a economia mundial.

Dilma chega no dia 10, enquanto Lula desembarca em Seul em 11 de novembro. Ambos deverão reforçar uma antiga posição do governo brasileiro, aprovada recentemente, de reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI). Pela reforma, serão redistribuídas as cotas do fundo, ampliando o poder de voto para alguns países.

O Brasil avançará da 15ª posição para a 10ª. Outra decisão é que os países industrializados cederão duas das oito vagas do conselho para as nações em desenvolvimento. O Conselho Consultivo do FMI é formado por 24 assentos, dos quais os Estados Unidos, a Alemanha e o Japão ocupam de forma individual cada assento.

Os outros 21 lugares são ocupados de forma agrupada pelos demais membros do fundo. A tendência, de acordo com especialistas, é que dois países europeus sejam substituídos por uma nação africana e outra asiática.

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