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Estado de Minas

O mundo árabe se revolta


postado em 26/01/2011 16:43 / atualizado em 26/01/2011 17:02

Túnis - O levante na Tunísia, que derrubou o presidente Zine El Abidine Ben Ali em 14 de janeiro, teve o efeito de um rastilho do pólvora no mundo árabe:

EGITO

- Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas em questão de dias depois de atearem fogo ao próprio corpo. Três manifestantes e um policial morreram na terça-feira (25/1), durante protestos no país para exigir a saída do presidente Hosni Mubarak. Nesta quarta-feira (26/1), a polícia egípcia entrou em confronto com manifestantes no centro do Cairo e na cidade portuária de Suez, e pelo menos 500 pessoas foram detidas.

ARGÉLIA

- No começo de janeiro, cinco dias de protestos violentos contra a carestia deixaram cinco mortos e mais de 800 feridos. O governo ordenou cortes nos preços dos alimentos básicos e prometeu continuar subsidiando o trigo, o leite e a eletricidade. Em 22 de janeiro, a tropa de choque da polícia dispersou uma manifestação pró-democracia proibida. Vinte pessoas ficaram feridas. Duas auto-imolações fatais e seis tentativas de suicídio com fogo foram registradas na Argélia desde 14 de janeiro.

JORDÂNIA


- Milhares de jordanianos tomaram as ruas de Amã e outras cidades do país em 14 de janeiro para protestar contra os preços das commodities em elevação, o desemprego e a pobreza, pedindo a deposição do governo.

Em 16 de janeiro, mais de 3.000 sindicalistas, islamitas e esquerdistas jordanianos sentaram-se em frente ao Parlamento em protesto contra as políticas econômicas do governo. No dia 21, mais de 5.000 pessoas participaram de marcha após as orações semanais em Amã e em outras cidades jordanianas.

SUDÃO

- Um jovem sudanês de 25 anos que havia ateado fogo ao próprio corpo em um subúrbio de Cartum morreu em decorrência dos ferimentos na quarta-feira. O descontentamento generalizado com a economia e a política no norte do Sudão levou a protestos esporádicos nas últimas semanas.

OMÃ


- Duzentas pessoas protestaram em 17 de janeiro contra a carestia e a corrupção, um fato raro na monarquia do Golfo Pérsico.

MAURITÂNIA


- O mauritano Yacoub Ould Dahoud ateou fogo ao próprio corpo em um protesto antigovernamental em 17 de janeiro por estar "infeliz com a situação política no país e furioso com o governo".

IÊMEN


- A polícia iemenita dispersou centenas de manifestantes que cantavam slogans pró-Tunísia na Universidade de Sanaa, em 18 de janeiro.

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