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Médicos no front leste da Líbia pedem ajuda à Cruz Vermelha

Agência France-Presse
postado em 11/03/2011 13:25
Ras Lanuf (Líbia) ; Médicos voluntários que cuidam dos feridos rebeldes e dos pró-Kadafi no leste do país pediram ajuda à Cruz Vermelha Internacional nesta sexta-feira (11/3).

A alguns quilômetros a leste da cidade de Ras Lanuf, em meio ao barulho dos ataques aéreos e tiros de morteiro, o doutor Awad el-Ghweiry teme que seu hospital improvisado possa enfrentar o que ele chama de "uma guerra civil".

"Onde estão as organizações internacionais?", questionou, enquanto ele e um colega cuidavam dos ferimentos de três rebeldes e de três combatentes pró-Kadafi, atingidos nesta sexta-feira em combates violentos entre insurgentes e as forças legais.

"A Cruz Vermelha internacional ainda não chegou. Vimos muitos mortos na frente de batalha, mas por causa dos combates, não pudemos tirá-los de lá. Se a Cruz Vermelha estivesse aqui, poderíamos fazer alguma coisa", disse ele.

Era difícil um número preciso de vítimas das lutas desta sexta-feira. Um médico em Brega, a mais de 150 km a leste de Ras Lanuf, anunciou nesta sexta-feira pelo menos 10 mortos e dezenas de feridos na véspera, prevenindo, no entanto, que este número poderá ser "muito maior".

O presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Jakob Kellenberger, informou na quinta-feira que se preparava para o "pior" na Líbia, estando "muito decepcionado" por não ter obtido ainda acesso à parte ocidental do país controlada po forças pró-Kadafi.

"É inaceitável que 24 dias após o início dos combates, ume grande parte do país permaneça sem qualquer ajuda humanitária", afirmou.

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