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Estado de Minas

Convento e escola na Palestina são pichados com frases antiárabes


postado em 07/02/2012 12:17 / atualizado em 07/02/2012 12:26

Homem passa por parede pichada com a frase
Homem passa por parede pichada com a frase "morte aos árabes" escrita em hebraico (foto: Jaafar Ashtiyeh/AFP)

Jerusalém - Um convento grego e uma escola palestina de Jerusalém amanheceram nesta terça-feira (7) com pichações anticristãs e antiárabes, informou a polícia.

Os pichadores, que não foram identificados, escreveram "Morte aos cristãos" e "o preço a pagar" em um muro externo do Mosteiro da Cruz, em Jerusalém Ocidental, parte majoritariamente judia da cidade, declarou Micky Rosenfeld, porta-voz da Polícia Nacional, acrescentando que uma investigação havia sido aberta.

Dois carros estacionados diante do convento foram destruídos e cobertos com pichações em hebraico.

Em outro ato de vandalismo, slogans citando o rabino Meir Kahane - "Kahane tinha razão: morte aos árabes" - foram pichados num muro de uma escola que recebe alunos judeus e árabes em Beit Safafa, um bairro árabe de Jerusalém Oriental, acrescentou a polícia.

O rabino Meir Kahane, originário dos Estados Unidos, criou o movimento Kach, de inspiração racista antiárabe, depois de imigrar para Israel em 1971. Foi assassinado em 5 de novembro de 1990 em Nova York por um egípcio.

Alguns colonos radicais e extremistas de direita intensificaram nos últimos meses os atos de vandalismo contra os palestinos da Cisjordânia e os árabes israelenses.

Esses ativistas fazem o que chamam de uma campanha de "preço a pagar", que consiste em atacar bens palestinos ou, inclusive, o Exército Israelense como vingança pelas medidas governamentais consideradas por eles hostis a seus interesses.

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