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Kim Jong-Il é condecorado com o mais alto título da Coreia do Norte

Seul - Na véspera de seu 70; aniversário, conhecido como "Dia da Estrela Brilhante", o ex-líder norte-coreano Kim Jong-Il foi postumamente condecorado com o mais alto título do país, em uma tentativa de finalmente pôr fim ao legado de Kim e consolidar o poder de seu filho. Kim faleceu no dia 17 de dezembro aos 69 anos após liderar o país com mão de ferro durante 17 anos. Seu filho mais novo, Kim Jong-un, de pelo menos 30 anos, o sucedeu.

O anúncio de que Kim seria intitulado "Generalíssimo" veio um dia após a inauguração da estátua do ex-ditador em Pyongyang, mostrando-o na garupa de um cavalo com seu pai e Kim Il-Sung, que também recebeu o título em 1992. Ele morreu de infarto em 1994. A Coreia do Norte também promoveu 23 oficiais militares por ordem do filho e sucessor de Kim Jong-Il, Jong-Un, que foi declarado comandante supremo dos 1,2 milhão de militares do país, assim como líder nacional.

Outras 132 pessoas foram condecoradas com uma nova medalha, a Ordem de Kim Jong-Il, por serviços pela construção de uma "nação socialista próspera" e por aprimorar as habilidades de defesa do país. Esforços para intensificar o culto à dinastia Kim, que liderou a Coreia do Norte desde sua fundação em 1948, mostram que Jong-Un está firme no poder, segundo Paik Hak-Soon, do Instituto Sejong, na Coreia do Sul.

"Isso demonstra claramente que o status de Jong-Un está claramente justificado e que a elite da Coreia do Norte está determinada a mantê-lo no poder, em grande parte para proteger seu interesse no sistema", disse Paik à AFP.