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Jornalistas da Venezuela denunciam aumento de agressões contra a categoria

Agência France-Presse
postado em 27/03/2012 19:24
Washington - Organizações de jornalistas denunciaram nesta terça-feira (27/3), na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), o ano de 2011 como um dos piores anos vividos pela imprensa na Venezuela, com o aumento de agressões a repórteres e aos meios de comunicação.

No ano passado foram registradas "203 violações à liberdade de expressão", com quase dois terços delas relacionadas a ataques e intimidações, informou o secretário-geral do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP), Marco Ruiz.

Essas cifras situam o ano passado "como um dos períodos mais críticos da última década" para a imprensa venezuelana, afirmou Ruiz durante audiência pública na CIDH, durante a qual o governo do presidente Hugo Chávez rejeitou as acusações, afirmando que a liberdade de expressão é uma realidade no país.

Só nesses primeiros meses de 2012 já foram registrados 24 ataques à liberdade de expressão, segundo associações de imprensa e organizações de defesa dos direitos humanos.

"A impunidade continua sendo a regra ante todas as denúncias", disse o secretário do SNTP. A presidente do Colégio Nacional de Jornalistas, Silvia Alegrett, denunciou a falta de acesso à informação oficial por parte dos meios privados e a autocensura que vem se tornando uma ameaça.

Numa audiência pública anterior, representantes do governo venezuelano ameaçaram retirar-se da CIDH ante o que denunciam como uma atitude de parcialidade contra o país por parte desta entidade independente da Organização de Estados Americanos (OEA).

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