Estraburgo - A extradição pela Grã-Bretanha do imã radical Abu Hamza para os Estados Unidos, que o acusa de atentados antiamericanos, não viola a Convenção de Direitos Humanos, anunciou a Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH). O tribunal de Estrasburgo (França), no entanto, pede em sue veredicto que a extradição do imã e de outros cinco prisioneiros seja adiada por três meses, até o fim do prazo para a apelação.
Abu Hamza al-Masri, também conhecido como Mustafah Kamal Mustafah, e outros quatro homens solicitados pelas autoridades americanas alegavam à CEDH que a provável detenção em uma penitenciária de segurança máxima no Colorado e a pena de prisão perpétua sem possibilidade de libertação antecipada a que poderiam ser condenados equivaleriam a um "tratamento desumano ou degradante". A ministra britânica do Interior, Theresa May, recebeu com satisfação a decisão da Corte Europeia. Ela afirmou que Londres trabalhará para garantir que os suspeitos sejam entregues às autoridades americanas o mais rápido possível.
Ex-imã da mesquita londrina de Finsbury Park, Abu Hamza é acusado pelos Estados Unidos de ter participado em sequestros de turistas ocidentais no Iêmen, de ter facilitado a instalação de um campo de treinamento terrorista no Oregon e de ter ajudado a financiar o treinamento no Oriente Médio de candidatos à guerra santa. Abu Hamza, que tem um gancho no lugar da mão direita e um olho de vidro, foi condenado em fevereiro de 2006 a sete anos de prisão no Reino Unido por incitar assassinatos e o ódio racial.
Os outros islamistas que podem ser extraditados são Babar Ahmad, Syed Tahla Ahsan, Adel Abdul Bary e Khaled al-Fawaz. A CEDH se reservou a decisão sobre um sexto homem no caso, Haroon Rashid Aswat, à espera de mais informações sobre o estado de saúde mental do réu. A família de Babar Ahmad, homem de 37 anos detido desde 2004 acusado de ter arrecadado dinheiro para financiar atos terroristas e de ter administrado um site jihadista, anunciou que pretende apelar da decisão.