Publicidade

Estado de Minas

Nova Zelândia quer reduzir o gás metano nas flatulências das ovelhas


postado em 03/05/2012 09:38

Palmerston North - Para reduzir as emissões de CO2 atribuídas ao gado, os cientistas neozelandeses estudam uma maneira de purificar as flatulências das ovelhas, suprimindo o metano que os ovinos expelem para a atmosfera. Os cientistas tentam principalmente compreender por que algumas espécies poluem mais do que outras e se alguns regimes alimentares são mais ecológicos.

Num laboratório de Palmerston North, na ilha do Norte do arquipélago neozelandês, os animais são fechados durante dois dias um por um em caixas herméticas onde há filtros que medem a frequência de suas flatulências e seus conteúdos. Os cientistas esperam, graças à genética, poder elaborar uma vacina que impedirá os ruminantes de gerar gás metano (CH4), uma hipótese possível dentro dos próximos 15 anos.

Os ruminantes digerem seus alimentos parcialmente, fazendo-os fermentar no estômago antes de devolvê-lo - junto com uma importante quantidade de metano - para poder mastigá-lo mais facilmente. As Nações Unidas estimam que 18% das emissões com efeito estufa no mundo se devem aos animais de gado. Mas a proporção é claramente mais elevada - da ordem de 50% - na Nova Zelândia, onde pastam 35 milhões de ovelhas e oito milhões de vacas.

O arquipélago investe 50 milhões de dólares neozelandeses (30,8 milhões de euros - 39,8 milhões de dólares americanos) em um programa de redução das emissões poluentes de origem agrícola. Os agricultores, antes alheios aos problemas ecológicos, agora estão associados a estes trabalhos. Em 2003, o governo criou um imposto para favorecer a investigação científica, mas teve de voltar atrás ante a pressão dos agricultores denunciando "o imposto dos peidos" (apesar de 90% das emissões, na realidade, serem oriundas de arrotos).

A vacina pesquisada poderá melhorar as capacidades digestivas dos animais, e reduzir assim suas rações alimentares. O metano (CH4) é emitido pelas zonas úmidas, a extração do carvão, a indústria do gás e do petróleo, as flatulências dos ruminantes e a decomposição dos dejetos orgânicos nos lixões.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade