O general, capturado depois de mais de 16 anos de exílio da Sérvia, chegou ao tribunal à paisana. Quando os magistrados entraram na sala, Mladic os recebeu com uma salva de palmas. Pouco depois, passou a encarar a mãe de um dos muçulmanos massacrados em Srebrenica. Além de olhar fixamente para a mulher, ele fazia gestos com mão no pescoço, insinuando o movimento de uma decapitação. O presidente da corte precisou parar a sessão e exigir que o general mantivesse a compostura. ;Mladic assumiu a autoria da limpeza étnica na Bósnia;, declarou Dermot Groome, representante da promotoria, na abertura do processo. ;A acusação apresentará elementos de prova que demonstrarão, além de qualquer dúvida razoável, a mão do general Mladic em cada um de seus crimes;, garantiu Groome. A Guerra da Bósnia durou pouco mais de três anos. Grupos étnicos e religiosos se enfrentaram pelo controle do país e mais de 100 mil pessoas morreram no período.