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Estado de Minas

Represa chinesa de Três Gargantas consegue atingir pleno rendimento


postado em 04/07/2012 13:09

Maior obra hidroelétrica do mundo, Três Gargantas foi alvo de críticas de muitos especialistas chineses e estrangeiros(foto: Stringer/Files/REUTERS)
Maior obra hidroelétrica do mundo, Três Gargantas foi alvo de críticas de muitos especialistas chineses e estrangeiros (foto: Stringer/Files/REUTERS)

Pequim - A represa das Três Gargantas, construída no rio chinês Yangtsé, é a maior obra hidroelétrica do mundo, começou a operar a pleno rendimento após a entrada em serviço da última turbina, a de número 32, informou nesta quarta-feira (4/7) a agência Nova China.

"O pleno rendimento dos geradores converte a represa das Três Gargantas no maior projeto hidroelétrico do mundo e na maior base (de produção) de energia limpa", declarou Zhang Cheng, diretor-geral da China Yangtsé Power Co., o operador da central, citado pela agência oficial. As turbinas da represa têm uma capacidade elétrica combinada de 22,5 milhões de kilowatts (22.500 megawatts), ou seja, o equivalente a quinze reatores nucleares recentes.

A construção desta obra faraônica, que forçou o deslocamento de 1,4 milhão de pessoas, foi alvo de críticas de muitos especialistas chineses e estrangeiros. Esta represa provocou, em particular, muitos deslizamentos de terra perto das margens do lago de 600 kmm que foram criando escassez de água na planície central da China. Alguns geólogos consideram que a enorme massa de água retida pelo muro de contenção pode, inclusive, ser a causa de movimentos tectônicos.

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Mas o governo chinês e os partidários da represa alegam que, além da produção de eletricidade, esta represa permitiu regular melhor o curso do Yangtsé, a maior via navegável na China que comunica Chongqing, no sudoeste do país, com Xangai, passando por Wuhan (centro) e Nankin (leste). A primeira turbina das Três Gargantas entrou em serviço em julho de 2003. Com um custo de 22,5 bilhões de dólares (17,9 bilhões de euros), o projeto começou em 1993.

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