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UE condena massacre na Síria e denuncia "violação flagrante" do plano Annan

Agência France-Presse
postado em 13/07/2012 15:49
Bruxelas - A União Europeia condenou "nos termos mais fortes" nesta sexta-feira (13/7) o massacre de Treimsa, na Síria, denunciando uma "violação flagrante" do plano de paz de Kofi Annan. "Os responsáveis devem ser identificados para que possam responder por seus atos atrozes", declarou em um comunicado a chefe da diplomacia europeia Catherine Ashton.

[SAIBAMAIS]Asthon disse estar "profundamente chocada com as informações sobre este massacre brutal de pelo menos 200 homens, mulheres e crianças na cidade de Treimsa, na região de Hama". "A utilização por parte do regime de armamento pesado, incluindo artilharia e helicópteros, que foi confirmada pelos observadores da ONU, é uma violação das obrigações definidas pelo plano Annan", acrescentou Ashton.

O plano de Annan, emissário da ONU e da Liga Árabe, prevê principalmente o fim da violência e a retirada do armamento pesado utilizado nas cidades rebeldes pelo Exército sírio.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), "os bombardeios, as operações militares e os combates" causaram mais de 150 mortes na quinta-feira (12/7) na região sunita de Treimsa. A oposição denuncia um massacre, enquanto o regime afirma se tratar de uma operação contra "terroristas". "Eu condeno esta atrocidade nos termos mais fortes possíveis", prosseguiu a chefe da diplomacia europeia.



Ela pede que os observadores da ONU tenham "acesso imediato e irrestrito para verificarem" o que aconteceu em Treimsa. "Não pode haver impunidade para os autores destas violações dos direitos humanos", conclui.

Annan afirmou, por sua vez, que o governo sírio "desacatou" as resoluções da ONU.

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