<p class="texto"><img src="https://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2012/10/14/328050/20121014181748334813i.gif" alt="" /></p>O paraquedista austríaco Felix Baumgartner conseguiu superar 1,24 vez a velocidade do som, este domingo, após executar com sucesso um salto recorde em queda livre iniciado a pouco mais de 39.000 metros de altitude sobre o Novo México (sudeste dos Estados Unidos).<p class="texto">Baumgartner, de 43 anos, executou a queda livre mais rápida da história, ao alcançar uma velocidade máxima de 1.342 km/h, superando a velocidade do som em 1,24 vez, durante os 4 minutos e 19 segundos anteriores à abertura do paraquedas, informaram encarregados da missão em uma coletiva realizada horas após o feito histórico.</p><p class="texto">A marca supera aquela informada anteriormente pela porta-voz da missão, Sarah Anderson, de 1.136 km/h.</p><p class="texto">"Acho que caíram 20 toneladas nos meus ombros. Eu me preparei para isto durante sete anos", disse o aventureiro, em alemão, ao canal austríaco ServusTV, na primeira entrevista concedida após o salto.</p><p class="texto">Referindo-se a um problema no capacete que quase o obrigou a abortar a missão na última hora, Baumgartner afirmou: "mesmo em um dia como este, começando tão bem, pode acontecer uma pequena falha. Mas acabei decidindo saltar. E foi a decisão correta", afirmou.</p><p class="texto">Lembrando as primeiras palavras de Neil Armstrong ao pisar na Lua, o paraquedista austríaco disse: "às vezes você precisa ir até onde percebe como é pequeno".</p><p class="texto">Durante a subida, em uma cápsula impulsionada por um balão aerostático, e a posterior queda de oito minutos, o austríaco superou várias marcas: a de maior subida em balão aerostático tripulado, o de salto em queda livre de maior altitude, que pertencia até agora ao ex-coronel da Força Aérea americana Joe Kittinger (31.333 metros em 1960) e o rompimento da barreira do som.</p><p class="texto">No entanto, não conseguiu bater o recorde de queda livre mais longa, pois seus 4 minutos e 19 segundos ficaram curtos perante os 4 minutos 36 segundos de Kittinger. Uma das primeiras pessoas a cumprimentá-lo foi o presidente da Áustria, Heinz Fischer.</p><p class="texto">"Saúdo calorosamente Felix Baumgartner por este grande feito, realizado com coragem e perseverança", disse. A Áustria "está orgulhosa" de sua realização, escreveu o presidente em seu perfil no Facebook.</p><p class="texto">A façanha foi acompanhada ao vivo por milhões de telescpectadores em uma transmissão com delay, caso houvesse um acidente, pela página oficial na internet ou pelo YouTube. A subida durou mais de duas horas e começou às 09H30 locais (12H30 de Brasília).</p><p class="texto">Depois de alcançar a altitude prevista, um pouco superior aos 39.000 metros, e após revisar todas as condições para que o salto fosse possível, Baumgartner pulou no vazio e após alguns segundos, alcançou a velocidade máxima para o percurso.</p><p class="texto">Em seguida, o austríaco abriu o paraquedas e aterrissou, sendo recebido por um fotógrafo e outras pessoas levadas ao local por um helicóptero.</p><p class="texto">Durante a descida foi registrado um problema menor, uma falha em um dos calefatores da placa frontal do capacete de Baumgartner, que embaçou sua visão. No entanto, após analisar as opções, a missão decidiu seguir adiante com o salto.</p><p class="texto">Esta foi a segunda tentativa da equipe Red Bull Stratos, depois que na semana passada as condições climáticas impediram concretizar a façanha.</p><p class="texto">O maior risco enfrentado pelo paraquedista, que há cinco anos treinava para este salto, era a possibilidade de girar sem controle, o que poderia fazê-lo perder a consciência.</p><p class="texto">Mas desde o instante em que saltou, conseguiu controlar sua postura e manter o controle da queda, apesar de girar em parafuso por alguns instantes.</p><p class="texto">Os riscos eram consideráveis, se for levado em conta que se seu traje especial pressurizado se rompesse, seu sangue ferveria devido à pressão extrema causada pela altitude.</p><p class="texto"><a href="#h2href:%7B%22titulo%22:%22Externo:%20http://www.correiobraziliense.com.br/mundo/capa_mundo/%22,%22link%22:%22http://www.correiobraziliense.com.br/mundo/capa_mundo/%22,%22pagina%22:%22%22,%22id_site%22:%22%22,%22modulo%22:%7B%22schema%22:%22%22,%22id_pk%22:%22%22,%22icon%22:%22%22,%22id_site%22:%22%22,%22id_treeapp%22:%22%22,%22titulo%22:%22%22,%22id_site_origem%22:%22%22,%22id_tree_origem%22:%22%22%7D,%22rss%22:%7B%22schema%22:%22%22,%22id_site%22:%22%22%7D,%22opcoes%22:%7B%22abrir%22:%22_blank%22,%22largura%22:%22%22,%22altura%22:%22%22,%22center%22:%22%22,%22scroll%22:%22%22,%22origem%22:%22%22%7D%7D"><font color="#FF0000"><strong>Leia mais notícias em Mundo<br /><br />[VIDEO1]<br /></strong></font></a></p>