Damasco - Centenas de palestinos retornaram nesta quinta-feira (19/12) ao campo de refugiados de Yarmuk, em Damasco, apesar de disparos esporádicos, enquanto a ONU condenava os abusos do regime sírio contra "comunidades inteiras".
[SAIBAMAIS]"Desde as 6h (2h de Brasília), centenas de palestinos cruzam a pé os postos de controle do Exército na entrada do campo. Muitos preferem ficar em vez de dormir fora, sobretudo porque chove muito, e outros vêm buscar mobília, já que estão convencidos de que o conflito irá durar", afirmou um membro de uma organização de ajuda aos palestinos. "Os soldados não autorizam a passagem de carros e dizem que entram por sua conta e risco", acrescentou.
Segundo um morador do campo de refugiados, "os combatentes do Exército Sírio Livre (ESL), que eram milhares há alguns dias, em parte desapareceram, mas a crise está longe de ter se resolvida, já que o ESL só partirá quando o Exército fizer o mesmo. Na quarta-feira, foram iniciadas negociações para fazer os rebeldes sírios saírem de Yarmuk e manter o local à margem do conflito na Síria, após os violentos confrontos entre partidários e opositores ao regime, segundo uma associação de socorro palestina.
Nesta quinta, circulavam informações contraditórias sobre um possível acordo. Um dirigente do movimento palestino Fatah, Azam al Ahmad, afirmou à rádio "Voz da Palestina" que "se chegou a um acordo preliminar entre todas as partes em Damasco para a saída dos combatentes da oposição e do regime" de Yarmuk. Mas Anwar Raja, porta-voz da Frente Popular da Libertação da Palestina-Comando Geral (FPLP-CG), desmentiu a existência de tal acordo: apenas houve uma decisão popular dos palestinos de regressar porque preferem morrer em Yarmuk do que viver em outro campo de refugiados ou novamente no exílio".
Cerca de 100 mil dos 150 mil habitantes de Yarmuk fugiram do campo e muitos deles se instalaram em jardins e praças de Damasco, afirmou em Genebra a Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA). E vários milhares chegaram ao Líbano, segundo a Segurança Geral libanesa. A Assembleia Geral das Nações Unidas denunciou nesta quinta-feira graves e sistemáticas violações aos direitos humanos pelas autoridades sírias e as milícias pró-governo "shabiha".
O texto, aprovado por 135 votos contra 12 (entre eles China e Rússia) e 36 abstenções, pede ao governo sírio que "suspenda toda violação dos direitos humanos e todos os ataques contra civis", além de exortar "todas as partes a cessar toda forma de violência".
A resolução também solicita que a comissão de investigação da ONU tenha acesso livre e sem condições a qualquer ponto do país, cooperação com seus membros e ressalta a necessidade de realizar "uma investigação internacional transparente, independente e rápida" para determinar e castigar eventuais responsáveis por crimes.
[SAIBAMAIS]"Desde as 6h (2h de Brasília), centenas de palestinos cruzam a pé os postos de controle do Exército na entrada do campo. Muitos preferem ficar em vez de dormir fora, sobretudo porque chove muito, e outros vêm buscar mobília, já que estão convencidos de que o conflito irá durar", afirmou um membro de uma organização de ajuda aos palestinos. "Os soldados não autorizam a passagem de carros e dizem que entram por sua conta e risco", acrescentou.
Segundo um morador do campo de refugiados, "os combatentes do Exército Sírio Livre (ESL), que eram milhares há alguns dias, em parte desapareceram, mas a crise está longe de ter se resolvida, já que o ESL só partirá quando o Exército fizer o mesmo. Na quarta-feira, foram iniciadas negociações para fazer os rebeldes sírios saírem de Yarmuk e manter o local à margem do conflito na Síria, após os violentos confrontos entre partidários e opositores ao regime, segundo uma associação de socorro palestina.
Nesta quinta, circulavam informações contraditórias sobre um possível acordo. Um dirigente do movimento palestino Fatah, Azam al Ahmad, afirmou à rádio "Voz da Palestina" que "se chegou a um acordo preliminar entre todas as partes em Damasco para a saída dos combatentes da oposição e do regime" de Yarmuk. Mas Anwar Raja, porta-voz da Frente Popular da Libertação da Palestina-Comando Geral (FPLP-CG), desmentiu a existência de tal acordo: apenas houve uma decisão popular dos palestinos de regressar porque preferem morrer em Yarmuk do que viver em outro campo de refugiados ou novamente no exílio".
Cerca de 100 mil dos 150 mil habitantes de Yarmuk fugiram do campo e muitos deles se instalaram em jardins e praças de Damasco, afirmou em Genebra a Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA). E vários milhares chegaram ao Líbano, segundo a Segurança Geral libanesa. A Assembleia Geral das Nações Unidas denunciou nesta quinta-feira graves e sistemáticas violações aos direitos humanos pelas autoridades sírias e as milícias pró-governo "shabiha".
O texto, aprovado por 135 votos contra 12 (entre eles China e Rússia) e 36 abstenções, pede ao governo sírio que "suspenda toda violação dos direitos humanos e todos os ataques contra civis", além de exortar "todas as partes a cessar toda forma de violência".
A resolução também solicita que a comissão de investigação da ONU tenha acesso livre e sem condições a qualquer ponto do país, cooperação com seus membros e ressalta a necessidade de realizar "uma investigação internacional transparente, independente e rápida" para determinar e castigar eventuais responsáveis por crimes.