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Correio Braziliense

Reino Unido enviará 150 homens para reforçar segurança nas Ilhas Malvinas

Os militares vão sobrevoar a região depois farão patrulhas diárias. As ilhas são disputadas entre a Argentina e o Reino Unido desde o século 19


postado em 11/01/2013 09:02 / atualizado em 11/01/2013 09:28

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O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que o governo %u201Cvai lutar" para manter o controle sobre as ilhas (foto: Justin Tallis/AFP)

O governo do Reino Unido anunciou que pretende enviar pelo menos 150 homens para reforçar a segurança nas Ilhas Malvinas. A decisão ocorre em meio a um novo impasse com o governo da Argentina, que cobra a retomada das negociações e o direito ao controle das ilhas. Segundo as autoridades britânicas, o envio dos militares é para proteger eventuais ameaças. Desde o século 19, a Argentina e o Reino Unido disputam o controle das Ilhas Malvinas.

Os militares irão, inicialmente, sobrevoar as Ilhas Malvinas e, depois farão patrulhas diárias na região. A previsão é que fiquem dois meses na área. Os militares irão se unir aos homens da Royal Air Force (RAF) e da Marinha Real (Royal Navy) britânicas que estão nas Malvinas.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que o governo “vai lutar" para manter o controle sobre as ilhas. Em carta enviada ao Reino Unido na semana passada, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, cobrou o direito dos argentinos ao controle das Malvinas. Segundo Cameron, o Reino Unido defenderá de maneira intensa a soberania sobre as ilhas.

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina exigiu, em nome do país, a saída das tropas e dos aviões de guerra britânicos das ilhas. Recentemente, o Reino Unido enviou submarinos nucleares e navios de guerra para as Malvinas.

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A Argentina tem apelado repetidamente ao governo britânico que retome o diálogo sobre a soberania das Ilhas Malvinas. Mas o governo do Reino Unido informou que não pretende retomar as negociações. Em 1982, um conflito militar entre os dois países deixou um saldo de 649 argentinos mortos e 255 britânicos.

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