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Correio Braziliense

Londres considera muito pouco provável ação argentina nas Malvinas


postado em 14/01/2013 19:56

Londres - O secretário de Defesa britânico, Andrew Robathan, considerou esta segunda-feira "muito pouco provável" uma ação hostil da Argentina nas Malvinas, mais de três décadas depois de uma curta, porém sangrenta guerra entre os dois países pelo disputado arquipélago.

"Penso ser muito pouco provável que os argentinos invadam as ilhas Falkland (denominação britânica das Malvinas), particularmente penso que há uma cláusula em sua Constituição que exclui especificamente invadir as ilhas Falkland à força", declarou Robathan em apresentação à Câmara dos Comuns para responder às perguntas dos deputados sobre a defesa.

Ele acrescentou, no entanto, que o governo britânico "mantém a capacidade" de reforçar sua presença militar nas ilhas.

O Reino Unido tem atualmente quatro aviões Typhoon, uma companhia de soldados e um navio de guerra na região, informou, assim como submarinos capazes de defender as ilhas, embora tenha dito aos deputados que não comentaria seu paradeiro.

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As declarações de Robathan ocorrem no dia seguinte de o Sunday Telegraph publicar que os encarregados das forças armadas desenharam "novos planos de contingência" para prevenir uma ação hostil argentina em um momento em que se intensifica a guerra dialética entre os dois países.

Segundo o conservador dominical, o Reino Unido poderia enviar mais tropas, outro navio de guerra e outro Typhoon antes do referendo previsto para 10 e 11 de março, em que os malvinenses se pronunciarão sobre estatuto político.

O premier britânico, David Cameron, assegurou este mês que o Reino Unido estaria disposto a lutar se fosse necessário para conservar as Falklands, dias depois de a presidente argentina Cristina Kirchner exigir sua devolução para por fim ao "colonialismo".

Em 1982, a disputa entre os dois países deu lugar a uma guerra de 74 dias lançada pela última ditadura militar do país sul-americano, que deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos, embora desde a volta à democracia a Argentina canaliza suas reivindicações pela via diplomática.

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