A última vez em que os venezuelanos viram Chávez foi na manhã de 10 de dezembro no aeroporto de Maiquetía, em Caracas, onde se despediu com um "Hasta la vida siempre", antes de partir para Cuba para ser submetido pela quarta vez a uma cirurgia para tratar seu câncer. Desde a operação, o governo divulgou periodicamente informes sobre seu estado de saúde.
Junto a Arreaza, o ministro da Comunicação, Ernesto Villegas, explicou que Chávez segue apresentando um certo grau de insuficiência respiratória. "Diante desta circunstância, que está sendo devidamente tratada, atualmente o comandante Chávez apresenta respiração através de cânula traqueal, que dificulta temporariamente a fala", disse.
No entanto, Chávez "permanece consciente com integridade das funções intelectuais, em estreita colaboração com a equipe de governo e à frente das tarefas" do governo, acrescentou Villegas. Chávez, reeleito em outubro, conta com uma autorização indefinida da Assembleia Nacional, de maioria governista, para permanecer em Cuba pelo tempo necessário até que se recupere.
Não se sabe a natureza ou a gravidade de seu câncer, que o levou a se submeter a quatro cirurgias, além de quimioterapia e radioterapia, em tratamentos realizados quase exclusivamente em Cuba, onde goza de uma privacidade absoluta, acompanhado de seu aliado e amigo, o líder cubano Fidel Castro.