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Funcionários da companhia aérea Iberia terminam greve sem acordo

Greve de uma semana, que levou ao cancelamento de centenas de voos, termina sem sinais de um possível acordo sobre o plano de ajuste da empresa que prevê 3.800 demissões

Madri - Os funcionários da companhia aérea espanhola Iberia acabaram nesta sexta-feira (20/2) com uma greve de uma semana que levou ao cancelamento de centenas de voos, sem sinais de um possível acordo sobre o plano de ajuste da empresa que prevê 3.800 demissões.

Os funcionários manifestaram no Terminal 4 do aeroporto de Madri, no último dia desta primeira rodada de greves, que se repetirá nos dias 4 a 8 de março e 18 a 22 de março.

Os manifestantes carregavam cartazes com o lema "British go home", em referência à fusão da British Airways com a Iberia no consórcio IAG. Protestos semelhantes ocorreram em outros aeroportos espanhóis. Na segunda-feira (18/2) os grevistas entraram em confronto com a polícia.

O IAG anunciou na semana passada a eliminação de 3.800 postos de trabalho de um total de 20.000 da Iberia. A Iberia afirma ter acumulado 850 milhões de euros em dívidas entre 2008 e setembro de 2012, justificando, assim, um plano de ajuste que também prevê uma redução de 15% de sua capacidade este ano.


[SAIBAMAIS]Os trabalhadores consideram que foram traídos e que a Iberia está sendo sacrificada em benefício de uma empresa estrangeira. "A direção não quis negociar. Queremos que o governo interfira e anule a fusão da Iberia com a British Airways", declarou Silvia Navarro, uma aeromoça de 40 anos. O governo nomeou na última quinta-feira (21/2) um mediador para tentar resolver o conflito.

Um porta-voz da Iberia disse nesta sexta que a greve levou ao cancelamento de 1.288 voos esta semana, a maioria deles com partida e chegada na Espanha e Europa.