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Periferia venezuelana lamenta por Chávez não ser enterrado

O corpo do líder venezuelano ficará temporariamente em museu próximo a um dos seus principais redutos, a Favela 23 de Enero, sob rigorosa vigilância militar. Comunidade estranha, mas exalta o presidente

Rodrigo Craveiro - Enviado Especial
postado em 12/03/2013 08:13

Favela 23 de Enero: restos mortais de Hugo Chávez ficarão no Quartel de La Montaña, antes de serem levados definitivamente ao Mausoléu para o Libertador Simón Bolívar

Caracas ; Alheia à presença de homens armados da milícia Tupac Amaru, o grupo que controla a Favela 23 de Enero, María Sánchez, 90 anos, destoa do sentimento dos outros moradores da comunidade, o principal reduto chavista, na região oeste de Caracas. Demonstra tristeza com o fato de o corpo do presidente Hugo Chávez não ser enterrado. ;Ele já está há muitos dias morto. É preciso tornar a alma dele tranquila;, lamenta. Sua maior preocupação é com a mãe de Chávez, dona Elena. ;Eu perdi uma filha e sinto a dor que ela está experimentando;, afirma, referindo-se também ao líder bolivariano. ;Estou muito triste pela morte desse homem. Só Deus sabe.;

A cerca de 200m da casa de María, soldados venezuelanos montaram uma barreira. Ao fundo da estreita rua, é possível avistar parte do Quartel de La Montaña, onde os restos mortais do presidente Hugo Chávez deverão ficar por alguns dias a partir de sexta-feira. Ali, o corpo de Chávez permanecerá exposto provisoriamente, dentro do Museu da Revolução Bolivariana, até ser levado ao Mausoléu para o Libertador Simón Bolívar.

O corpo do líder venezuelano ficará temporariamente em museu próximo a um dos seus principais redutos, a Favela 23 de Enero, sob rigorosa vigilância militar. Comunidade estranha, mas exalta o presidente

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