Fontes israelenses disseram que os ataques tiveram como alvo as armas destinadas ao grupo xiita libanês Hezbollah, um aliado de Damasco. Muqdad desmentiu isso. "Eles não atingiram o seu alvo e mentem quando dizem que este alvo era o Hezbollah", disse, acrescentando que "de maneira nenhuma a Síria deixará que isso ocorra outra vez".
Em Roma, Kerry também advertiu que o envio de sofisticados mísseis antiaéreos russos à Síria seria potencialmente desestabilizador para a região. O Wall Street Journal indicou que Moscou está muito perto de vender a Damasco uma série de baterias antiaéreas e mísseis. Autoridades israelenses estimam que a entrega será realizada em 90 dias, sustenta a publicação. Além disso, Kerry confirmou oficialmente o desbloqueio de 100 milhões de dólares adicionais de ajuda humanitária para os refugiados, dos quais a metade servirá para ajudar a Jordânia a enfrentar o fluxo de sírios que fogem do conflito.
A cada dia, cerca de 2 mil pessoas cruzam a fronteira entre Síria e Jordânia fugindo dos combates. A Jordânia acolhe cerca de 525 mil refugiados, disse o ministro jordaniano das Relações Exteriores. Neste contexto, a Turquia confirmou que havia feito testes sanguíneos em refugiados sírios feridos nos combates de seu país para determinar se tinham sido vítimas de armas químicas e que os resultados serão publicados assim que estiverem disponíveis.
Na Síria, o Exército reconquistou uma localidade na zona de Qouseir e forças leais ao regime de Assad, apoiadas pelo Hezbollah, seguiam lutando contra combatentes rebeldes em populações próximas, indicaram diversas fontes. A Síria "dará tudo ao Hezbollah" xiita libanês em agradecimento por seu apoio e seguirá seu modelo de resistência contra Israel, afirmou nesta quinta-feira o jornal libanês Al-Akhbar, citando o presidente sírio Bashar al-Assad.
Qouseir, localizada na estrada que une Homs (centro) ao litoral sírio, perto da fronteira libanesa, é considerada uma região estratégica. A frente islamita radical Al-Nosra, na linha de frente no combate contra o regime sírio, desmentiu nesta quinta-feira que seu chefe em Damasco, Abu Mohamed Al-Youlani, esteja ferido, como havia anunciado o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), órgão opositor com sede na Grã-Bretanha.
Em abril, o chefe da Frente Al-Nosra anunciou sua lealdade ao líder da Al-Qaeda, Ayman Al-Zawahiri. A Al-Nosra, classificada como organização terrorista por Washington, se tornou conhecida na Síria com uma série de atentados suicidas.