Na segunda-feira (20/5), o chefe de governo havia explicado durante uma coletiva de imprensa que estas mudanças seriam debatidas e depois confirmadas em um conselho de ministros no dia seguinte. Mas, segundo um comunicado do governo, essa reunião semanal não abordou o tema e foi dedicada a questões de ordem econômica e social.
Somente "depois de consultas com autoridades de segurança" que a reformulação foi decidida, de acordo com a rede de televisão pública Iraqiya. "Os insurgentes não conseguirão nos mergulhar em um conflito confessional", havia afirmado na segunda Nuri al-Maliki, preocupado com a violência religiosa.
Nesta terça, novos ataques deixaram 21 mortos, de acordo com fontes médicas e de segurança. No pior dos ataques, uma bomba explodiu perto de uma mesquita sunita em Abu Ghraib, a oeste de Bagdá, matando seis pessoas e ferindo 18.
Revoltados com o que consideram uma estigmatização promovida pelas autoridades, os sunitas protestam desde o final de 2012 exigindo a renúncia de Maliki.