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Presidente interino do Egito faz reunião para avaliar situação do país

Os confrontos iniciados desde o último dia 3, quando o presidente Mouhamed Mursi foi deposto, deixaram 30 mortos e mais de mil feridos



Mansur, nomeado na última quarta-feira (3), horas depois do presidente Mursi ser retirado do cargo pelas Forças Armadas, também se encontrou com representantes da oposição a Mursi, como Mohamed El Baradei, oposicionista e Nobel da Paz; o islamita moderado Abdel Moneim Abul Futuh; o secretário-geral do partido salafista, Galal Morra; e integrantes do movimento Tamarrod (que significa rebelião).

[SAIBAMAIS]A deposição de Mursi, primeiro presidente democraticamente eleito, há um ano no poder, foi rejeitada pela Irmandade Muçulmana. O líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, disse que os apoiadores de Mursi vão permanecer nas ruas até que ele seja reconduzido ao poder.

Além da violência no Cairo, também ocorreram confrontos fora da capital. Na cidade de Qina, no Sul do país, soldados dispararam contra manifestantes partidários de Mursi que tentavam invadir um prédio. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas. A violência também tomou as ruas de Alexandria, a segunda maior cidade do Egito, ao Norte do país.