Publicidade

Estado de Minas

Casal vai à prisão perpétua por torturar e matar criança no Reino Unido

Magdelena Luczak e Mariusz Krezolek fizeram Daniel Pelka viver um calvário por ao menos seis meses em uma casa de Coventry, antes de matá-lo por espancamento


postado em 02/08/2013 11:11 / atualizado em 02/08/2013 12:13

Londres - Uma mãe e um companheiro polonês foram condenados nesta sexta-feira (2/8) à prisão perpétua por um tribunal britânico por terem torturado e matado o filho de 4 anos da mulher, após meses de terríveis maus-tratos. Depois de viajarem da Polônia ao Reino Unido em 2006, Magdelena Luczak, de 27 anos, e Mariusz Krezolek, de 34 anos, fizeram Daniel Pelka viver um calvário por ao menos seis meses em uma casa de Coventry, antes de matá-lo por espancamento em março deste ano.

Polonês Mariusz Krezolek, de 34 anos, e inglesa Magdelena Luczak, de 27 anos(foto: AFP)
Polonês Mariusz Krezolek, de 34 anos, e inglesa Magdelena Luczak, de 27 anos (foto: AFP)

Os detalhes dos maus-tratos e privações, revelados durante um julgamento que durou nove semanas, comoveram o Reino Unido e levantaram perguntas sobre como os serviços sociais não agiram. Antes de ser encontrado morto por uma hemorragia cerebral, Daniel foi vítima de "atos de crueldade e de brutalidade inimagináveis durante muitos meses", "atos profundamente chocantes e perturbadores", declarou o juiz, que condenou a mãe e o padrasto à prisão perpétua, com 30 anos de cumprimento obrigatório.

Leia mais notícias em Mundo

"Em nenhum momento observei o mínimo sinal de arrependimento em nenhum dos dois", acrescentou o juiz. O casal privou o filho de comida a tal ponto que seus ossos deixaram de crescer. Também era espancado, obrigado a ingerir sal para vomitar e teve sua cabeça afundada na água até perder a consciência.

O menino morreu de uma hemorragia cerebral provocada por um golpe na cabeça. O casal esperou 36 horas antes de chamar os serviços de emergência. A necropsia revelou 23 ferimentos no corpo de Daniel, que não pesava mais de 10,7 quilos.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade