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Estado de Minas

Políticos e ecologistas são contra exploração de petróleo nas Canárias

Reunidos em Madri, os críticos do projeto apresentaram um manifesto intitulado "Por um arquipélago canário livre de petróleo"


postado em 03/12/2013 19:40

Madri- Associações ambientalistas, políticos regionais, atores e cidadãos lançaram na Espanha um protesto contra o projeto de exploração de petróleo em frente ao litoral das Ilhas Canárias, uma operação autorizada por Madri, que deve ser implementada pela Repsol.

Reunidos em Madri, os críticos do projeto apresentaram um manifesto intitulado "Por um arquipélago canário livre de petróleo", assinado por mais de 40 organizações, entre elas as ONGs ambientalistas Greenpeace e WWF, e vários partidos políticos, inclusive os socialistas, a principal força de oposição na Espanha.

"As perfurações constituem uma séria ameaça para os valores naturais das ilhas, para sua economia, para sua capacidade de abastecimento de água potável, para seu turismo e, consequentemente, para seus habitantes presentes e futuros", dizia o manifesto, lido na segunda-feira, em Madri, pela atriz Pilar Bardem, mãe do ator Javier Bardem.

Uma petição lançada na internet na página "Savecanarias.org" coletou nesta terça-feira mais de 33 mil assinaturas. O chefe do executivo regional, Paulino Rivero, membro da Coalizão Canária, partido nacionalista que reivindica uma autonomia maior para este arquipélago situado no Atlântico, também participou da apresentação do manifesto.

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Imediatamente após o anúncio do projeto, seu governo se declarou disposto a tomar todas as medidas legais possíveis para impedi-lo, temendo um prejuízo para o turismo.

Em 2012, a região das Canárias foi o terceiro destino turístico na Espanha, com 10 milhões de visitantes.

O arquipélago é afetado, no entanto, por uma taxa de desemprego elevada, de 35%, o que é um argumento usado pelo governo espanhol para justificar esta campanha de exploração de petróleo que permitiria, segundo o ministro da Indústria, José Manuel Soria, "introduzir uma atividade econômica adicional".

A Repsol insiste que se trata de "um projeto de pesquisa, de exploração, em nenhum caso de extração de petróleo ou de gás", explicou nesta terça-feira à AFP o porta-voz, Marcos Fraga.

"Qual país se recusa a conhecer quais são seus recursos naturais?", questionou, destacando que a "Espanha é o país que tem a maior dependência das importações de hidrocarbonetos da Europa". "Mais de 99% dos combustíveis que consome têm que ser importados e isso representa o equivalente a 4% do PIB espanhol".

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